Pe. Figueiredo (1950)

Capítulo 2

CERIMONIAS QUE SE DEVEM OBSERVAR NAS OBLAÇÕES DE FARINHA, E DE PÃO, E NA DAS PRIMÍCIAS.

1Quando qualquer pessoa fizer ao Senhor alguma oferenda em sacrifício, a sua oferenda será da flor dafarinha, sôbre a qual deitará azeite, e porá sôbre elaincenso.[1]SOBRE ELA INCENSOA imposição do incenso só sefazia nas oferendas particulares, não a havendo nas oblações públicas. Núm 28, 5.

2E levá-la-á aos sacerdotes, filhos de Aarão: e umdêles tomará um punhado desta farinha, borrifada comazeite, e todo o incenso; e fá-la-á queimar sôbre o altarem memória, como um suavíssimo perfume.

3E o que ficar do sacrifício será para Aarão, e paraseus filhos, e será uma coisa santíssima, como resto dasoferendas feitas ao Senhor.

4Mas quando tu ofereceres um sacrifício de farinha cozida no forno, a saber, alguns pães asmos amassa dos em azeite, e algumas tortas asmas untadas de azeite,

5se a tua oferta é de frigideira, de flor de farinha amassada em azeite, e sem fermento,

6tu a dividirás em pequenos pedaços, c lhe deitarásazeite por cima.

7Se o sacrifício é de grelha, misturarás também cm azeite a flor da farinha:

8e oferecendo-a ao Senhor, metê-la-ás nas mãosao sacerdote:

9o qual depois de a ter oferecido, tirará do sacrifício o que deve servir de memória, e o queimará sôbre o altar, para ser um cheiro suavíssimo para o Senhor.

10Tudo o que ficar será de Aarão, e de seus filhos, e será uma coisa santíssima, como resto das oferendas feitas ao Senhor.

11Tôda a oferenda, que se fizer ao Senhor, serásem fermento; e nos sacrifícios do Senhor não se queimará em cima do altar coisa de fermento, nem de mel.[2]SEM FERMENTO... NEM DE MELO fermento éproscrito, por ser considerado impuro, visto ser um agente dc corrupção. 1 Cor v. 7. A exclusão de mel é por uma razão análoga à precedente: era também um agente de fermentação e, segundo conta Plínio (História natural, XXI. 14) serviam-se dêle para fazer vinagre.

12Estas coisas vós as oferecereis somente, comoprimícias, e como dons: Mas elas não se porão sôbre o altar para serem oferendas de agradável cheiro.

13Temperarás de sal tudo o que ofereceres em sacrifício: e não tirarás do sacrifício o sal do concêrto doteu Deus. Tôda a tua oferenda deve levar sal.[3]SALProibe-se o fermento e o mel porque corrompem; impõe-se o uso do sal por que êste conserva, e é o símbolo da fidelidade.

14Se fizeres ao Senhor alguma oferenda das primícias do teu grão, que seja de espigas ainda verdes, torrá-la-ás ao fogo, e quebrá-la-ás, como se faz ao trigo: e assim oferecerás as tuas primícias ao Senhor,

15deitando-lhe azeite por cima, e pondo-lhe porcima incenso: Porque isto é uma oferenda feita ao Senhor.[4]AZEITE POR CIMATambém no Egito os frutos oferecidos às divindades eram cobertos com óleo,

16O sacerdote em memória do donativo oferecido ao Senhor, queimará parte do grão, que se quebrou, e do azeite, e todo o incenso.

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