Capítulo 1
1Bem-aventurado o varão que não se deixou ir após o conselho dos ímpios, e que não se deteve no caminho dos pecadores, e que não se assentou na cadeira empestada pelo vício.[1]Que não se deteve / Na cadeira — Não disse 'Que não andou pelo caminho dos pecadores', porque isso é impossível, visto que nenhum homem é sem pecado, mas disse 'Que não se deteve no caminho dos pecadores', porque o justo não se demora nêle, não persevera no mal, mas procura logo meter-se no caminho do Senhor pela penitência. S. Jerônimo. — NA CADEIRA — A cadeira da pestilência (Cathedra pestilentiæ) é a cadeira da falsa doutrina ou do mau exemplo, que como peste corrompe os espíritos. — Bossuet (Dissert. in Psalmos).
2Mas a sua vontade está posta na lei do Senhor, e na sua lei meditará de dia e de noite.
3E será como a árvore, que está plantada junto à margem dum ribeiro ameno, que a seu tempo dará o seu fruto: E cuja fôlha não cairá: E tôdas as coisas que êle fizer, serão prósperas.
4Não assim os ímpios, não assim: Senão como o pó que o vento espalha de cima da face da terra.[2]Não assim — Esta repetição é própria da Vulgata, pois falta no hebreu. — Bossuet.
5Por isso os ímpios não ressurgirão no juízo; nem os pecadores na congregação dos justos.[3]Não ressurgirão no juízo — O hebreu tem: 'Não subsistirão', isto é, perderão a causa — Bossuet. Melhor fôra stabunt em vez de ressurgent, ressurgirão.
6Porque o Senhor conhece o caminho dos justos: E o caminho dos ímpios perecerá.