Capítulo 115
Aleluia.[1]Aleluia — Êste salmo é a continuação do anterior; como foi dito no original não está dividido; na Vulgata segue a numeração do salmo anterior, e assim fazem as mais autorizadas edições. Glaire, ob. cit.
10Acreditei, por isso falei:
Mas eu estive na última humilhação.
11Eu disse no meu êxtase:
Todo homem é mentiroso.[2]No meu êxtase — NO MEU ÊXTASE — O que a Vulgata diz, in excessu meo pode admitir diversos sentidos, por causa da ambiguidade da palavra excessu. Sacy e Carrières vertem na minha fugida. Eu preferi com Calmet, "no meu êxtase," porque assim verteram do hebreu os Setenta, com os quais concordaram depois Áquila, Teodoclão, e S. Jerônimo, que todos os três dizem aqui. In stupore meo: isto é, no meu pasmo, ou no meu transporte de espírito. O mesmo preferiu Bossuet. — Pereira.
12Que darei em retribuição ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?
13Tomarei o cálice da salvação:
E invocarei o Nome do Senhor.[3]Tomarei o cálice — TOMAREI O CÁLICE — Alusão ao vinho que, segundo a lei mosaica, se espalhava sôbre as vítimas gratulatórias. Êx 29, 40; Núm 15, 5, ou segundo os Padres o cálice da Paixão de Cristo. Kimchi dá-lhe o nome de Poculum gratiorum actionis pois que, na festa da Páscoa, o terceiro dos quatro copos que os hebreus bebiam era chamado o copo da bênção ou da ação de graças.
14Cumprirei os meus votos ao Senhor:
Diante de todo o povo:
15É preciosa aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.[4]É preciosa aos olhos do Senhor — É PRECIOSA AOS OLHOS DO SENHOR — Se na presença do Senhor é preciosa a morte dos seus Santos, devem para nós ser dignas de veneração as relíquias e os monumentos dos mártires de Cristo. Dêste lugar o coligem os teólogos com os Santos Padres. — Pereira.
16Ó Senhor, porque sou teu servo:
Eu sou teu servo, e filho da tua escrava.
Rompeste os meus laços:
17E a ti oferecerei sacrifício de louvor, e invocarei o Nome do Senhor.
18Cumprirei os meus votos ao Senhor à vista de todo o povo:
19Nos átrios da casa do Senhor, no meio de ti, ó Jerusalém.