Capítulo 139
1Ao regente do côro salmo de Davi.[1]Salmo de Davi — Foi composto por Davi êste salmo, durante a perseguição de Absalão. Tem cinco estrofes.
2Livra-me, Senhor, do homem malvado: Livra-me do homem perverso.
3Os que maquinaram iniqüidades no coração: Todo o dia dispunham combates.
4Aguçaram as suas línguas como a de serpente: Veneno de áspides têm debaixo de seus lábios.
5Guardai-me, Senhor, da mão do pecador: E livrai-me de homens iníquos.
Os que cogitaram derribar os meus passos:[2]Derribar os meus passos — O hebreu lê aqui, "armar-me sancadilha, atropelar-me". — Pereira.
6Êles soberbos me esconderam o laço:
E estenderam cordas para me surpreender: Junto do meu caminho me puseram tropêço.
7Eu disse ao Senhor: Tu és o meu Deus: Atende, Senhor, a voz da minha deprecação.
8Senhor, Senhor, que és a fortaleza da minha salvação: Tu puseste reparo sôbre a minha cabeça no dia da batalha:[3]Tu puseste reparo — À letra: "fizeste sombra" como estendendo o braço, e cobrindo-me com um escudo. — Pereira.
9Não me entregues, Senhor, contra o meu desejo ao pecador, êles maquinaram contra mim, não me desampares, para que não suceda ficarem exaltados.
10A cabeça daqueles que me cercam: O trabalho dos seus lábios os envolverá.[4]A cabeça — Todo o manejo das suas traças, giros e rodeios. Outros referem o caput a Aquitofel, considerando-o como cabeça dos inimigos, e conjurados contra Davi. Outros vertem a palavra hebraica rosch, na significação de veneno, ou fel. O veneno, ódio e má vontade, que em seu coração conservam contra mim êstes que me cercam, recaia sôbre êles. Alusão de Doeg a Saul.
11Cairão sôbre êles carvões, ao fogo os arrojarás: Entre as misérias não subsistirão.
12O varão maldizente não prosperará na terra: Do varão injusto se apoderarão os males da morte.
13Sei que o Senhor fará o juízo do desvalido: E que vingará aos pobres.
14Mas contudo os justos darão glória ao teu Nome: E os retos habitarão em a tua presença.