Capítulo 137
1Do mesmo Davi.
Eu te glorificarei a ti, Senhor, de todo o meu coração: Porque ouviste as palavras da minha bôca.
À vista dos anjos te cantarei salmos:[1]Do mesmo Davi — Êste salmo tem por fim agradecer a Deus a promessa de fazer nascer o Messias no povo de Israel, e de assegurar a eternidade ao reinado Messiânico. 2 Rs 7; 1 Par 17. Tem três estrofes. Primeira (1-3). O salmista agradece a Deus a promessa. Segunda (4-6). Todos os reis da terra glorificarão ao Senhor quando ela se realizar. Terceira (7-8). A sua confiança no Senhor é ilimitada.
2Eu te adorarei no teu santo Templo, e glorificarei o teu nome.
Sôbre a tua misericórdia, e a tua verdade: Porque engrandeceste sôbre tudo o teu santo nome.[2]Engrandeceste o teu santo nome — Em vez de nomen sanctum tuum, está no original hebraico verbum tuum. Êste verbum é a promessa da perpetuidade da raça de Davi na pessoa do Messias. É certo, contudo, que com esta interpretação, que é de Vigouroux, não concorda Boulleret, que entende que se não deve restringir a significação do têrmo verbum.
3Em qualquer dia que te invocar, ouve-me: Tu aumentarás na minha alma a fortaleza.
4Louvem-te, Senhor, todos os reis da terra: Porque ouviram tôdas as palavras da tua bôca.
5E cantem nos caminhos do Senhor: Que a glória do Senhor é grande.
6Porque o Senhor é excelso, e olha para as coisas humildes: E conhece de longe as coisas altas.
7Se eu andar no meio da tribulação, me farás viver: E sôbre a ira dos meus inimigos estendeste a tua mão, e me salvou a tua direita.
8O Senhor retribuirá por mim: Senhor, a tua misericórdia é para sempre: Não desprezes as obras das tuas mãos.[3]Retribuirá — Outros trasladam assim êste lugar: O Senhor tomará a minha defensa, responderá por mim, será meu fiador, conforme o hebreu: Obrará por mim. — Pereira.