Capítulo 147
Aleluia.[1]Aleluia — ALELUIA — No fim dêste salmo, e não no princípio, é que se lê Halelu-iah no hebreu, o que dá a entender que os hebreus o consideram como uma continuação do precedente, e o assunto é sem dúvida o mesmo. Como no salmo IX, se apartaram os gregos dos latinos no modo de os contar, aqui se tornam a concordar, e por fim todos contam 150 salmos.
12Louva, ó Jerusalém, ao Senhor: Louva, ó Sião, o teu Deus.
13Porque fortificou os ferrolhos das tuas portas: Abençoou os teus filhos dentro de ti.
14O que estabeleceu a paz nos teus limites e da flor da farinha te farta.[2]E da flor da farinha — E DA FLOR DA FARINHA — Adeps frumenti, significa a nata de trigo, ou flor da farinha, é o trigo mais mimoso, como o adeps olei o azeite mais puro. É hebraísmo freqüente nas Escrituras. — Pereira.
15O que envia a sua palavra à terra: Velozmente corre a sua palavra.
16O que dá neve como lã: Espalha a névoa como cinza.
17Envia o seu gêlo como em pedaços de pão: Diante da intensão do seu frio quem poderá suster-se?
18Enviará a sua palavra, e os derreterá: Soprará o seu espírito, e correrão feitos em águas.[3]O seu espírito — O SEU ESPÍRITO — Um vento quente como o do meio-dia, pelo qual se derrete o gêlo. Êste gêlo e saraiva denota que por meio dos trabalhos se chega às consolações, e por meio da mortificação à vida que dá aos seus o espírito, aquêle espírito consolador. — S. Hilário.
19O que anuncia a sua palavra a Jacó: As suas justiças, e juízos a Israel.
20Não se fêz assim a tôda a outra nação: E não lhes manifestou os seus juízos. Aleluia.