Capítulo 124
1Cântico gradual. Os que confiam no Senhor, estão firmes como o monte de Sião: Nunca jamais será comovido o que mora[1]Cântico gradual — Êste salmo deve ter sido composto durante o cativeiro, o que parece indicar o versículo 3. Tem três estrofes. Primeira (1-2). Aquêle que confia em Deus está firme, como Jerusalém sôbre as montanhas. Segunda (3). O fim do cativeiro. Terceira (4-5). Que Deus trate com misericórdia os bons, e que castigue os maus.
2em Jerusalém. Ela está cercada de montes: E o Senhor está ao redor do seu povo desde agora, e para sempre.
3Porque não deixará o Senhor a vara dos pecadores sôbre a sorte dos justos: Para que os justos não estendam as suas mãos à iniqüidade.[2]Não deixará o Senhor — Porque o Senhor que é fiel e justo não permitirá que os seus servos sejam tentados sôbre as suas fôrças, e pelo contrário fará que se lhes converta em bem a tentação. O hebreu diz: "Porque não repousará a vara, a tirania, a perseguição, dos pecadores sôbre a sorte dos justos, sôbre os justos que são a herança, e sorte do Senhor."
4Faze bem, Senhor, aos bons e aos retos de coração.
5Mas aos que se desviam para caminhos tortuosos levá-los-á o Senhor com os que obram iniqüidade: Paz seja sôbre Israel.[3]Caminhos tortuosos — É o sentido do texto grego e do hebraico. A Vulgata traz obligationes, cujo sentido é obscuro. Alguns sustentam que houve um êrro de cópia, e que se deve ler obliquationes, Wertenauer, Lexicon Biblicum, Roma 1866. Outros entendem que obligationes é a lição verdadeira, pois esta palavra significa laço, corda para estrangular. Cfr. At 8, 23. O salmista refere-se aos que oprimiam os habitantes de Jerusalém. Kaulen, Handbuch zur Vulgata 1870.