Capítulo 24
1Falou mais o Senhor a Moisés, e lhe disse:
2Ordena aos filhos de Israel, que te tragam azeite de oliveiras bem puro, e bem claro, para terem sempre as lâmpadas concertadas,[1]O ANO SÉTIMO — Da mesma maneira que se santifi cava cada período de sete dias, se santificava também cada período de sete anos. Êste sétimo ano tomava o nome de ano sabático, porque se devia deixar repousar a terra, e o que ela produzisse pertencia aos pobres. Os escravos recuperavam a liberdade ao cabode sete anos de escravidão.
3fora do véu do testemunho no tabernáculo do ajuste. Aarão as disporá diante do Senhor desde a tarde atépela manhã; cerimónia., que se observará por um culto perpétuo em tôda a vossa posteridade.[2]FORA DO VAU — Do véu que dividia o Santo do Santo dos Santos.
4Estas lâmpadas pôr-se-ão sempre em cima docandieiro de ouro puríssimo diante do Senhor.
5Tomarás também farinha pura, e farás cozer deladoze pães, cada um dos quais terá duas dizimas de farinha.[3]DUAS DIZIMAS — Correspondem a sete litros e trêsquartos.
6E tu exporás sôbre a puríssima mesa diante do Senhor, seis duma parte, e seis da outra.
7Porás sôbre êles um incenso bem transparente, para que êste pão seja um monumento de oferta feita ao Senhor.[4]PARA QUE ÊSTE PAO SEJA UM MONUMENTO — Alguns comentadores interpretam da seguinte forma: Não se queimava o pão, queimava-se o incenso em vez do pão, incenso queestava sôbre o pão tôda a semana, e que só se queimava em honra de Deus, Tinis, enim soli Deo per ignem adoletur, (Cornélio a Lapide) e assim o pão ficava como monumento dêsse sinal de adora ção devido, só ao Criador.
8Êstes pães mudar-se-ão para se porem outros diante do Senhor cada sábado, depois que forem recebidos dasmãos dos filhos de Israel por um pacto eterno.
9E êles pertencerão a Aarão, e a seus filhos, para oscomerem no lugar santo: porque isto é uma coisa santís sima que lhes pertence dos sacrifícios do Senhor por direi to perpétuo.
10Entretanto aconteceu que um filho duma mulherisraelita, que ela tivera dum egiptano entre os filhos dc Israel bulhou no campo com um israelita:
11e como tivesse blasfemado o nome do Senhor, e o tivesse amaldiçoado, levaram-no a Moisés. Sua mãechamava-se Salumit, e era filha de Dabri, da tribo de Dan.
12Puseram-no em prisão, até saberem o que o Senhor dispunha.
13Então falou o Senhor a Moisés, e lhe disse:
14Manda itar fora do arraial esse blasfemador: e todos os que o ouviram, ponham as suas mãos sôbre acabeça dêle, e todo o povo lhe atire às pedradas.
15Dirás também aos filhos de Israel: O homem, que amaldiçoar o seu Deus, levará a pena do seu pecado;
16e o que blasfemar o nome do Senhor, morra demorte. Todo o povo o apedrejará, ou êle seja cidadão, ouseja forasteiro. Aquêle, que blasfemar o nome do Sc-,nhor, morra de morte.[5]MORRA DE MORTE — E’ uma lei acidental, a propó sito da blasfêmia do filho de Salumit, e que, pela forma como estárepresentada, é mais um sinal da autenticidade do Pentateuco. Se êste livro tivesse sido redigido posterlormente, quando a lei emquestão era conhecida e praticada, limitar-se-ia o autor á inserção no código legislativo, sem outros pormenores históricos.
170 que ferir, e matar um homem, morra de morte.
18O que ferir uma bêsta, dará outra em seu lugar, isto é, bêsta por bêsta.
19O que ferir a qualquer dos seus compatriotas, far-se-lhe-á a êle, como êle fêz ao outro.
20Receberá quebradura por quebradura, e perde rá ôlho por ôlho, dente por dente. Qual fôr o mal, que êletiver feito, tal será êle constrangido a sofrer.
21O que matar uma bêsta caseira, dará por elaoutra. O que matar um homem, será punido de morte.
22Faça-se entre vós justiça igualmente, ou o quedelinquiu seja forasteiro, ou seja compatriota: porque eusou o Senhor vosso Deus.
23Tendo Moisés declarado estas coisas aos filhos de Israel, fizeram êles sair do campo o que tinha blasfe mado, e o apedrejaram. E fizeram os filhos de Israel oque o Senhor havia ordenado a Moisés.