Capítulo 16
1Recomendo-vos pois a nossa irmã Febe, que está no serviço da Igreja de Cencris.[1]A NOSSA IRMÃ FEBE — No fim desta carta trazem os códices Gregos uma nota que diz que esta Febe fôra a portadora da mesma carta. Éstio. Era diaconisa.
2Para que a recebais no Senhor, como devem fazer os Santos, e a ajudeis em tudo o que de vós houver mister: Porque ela tem assistido também a muitos, e a mim em particular.
3Saudai a Prisca, e a Áquila, que trabalharam comigo em Jesus Cristo.[2]A PRISCA E A ÁQUILA — São os dois consortes de que se fêz menção no capítulo dezoito dos Atos dos Apóstolos, onde à mulher se chama por nome diminutivo Priscila, como aqui também a nomeia S. João Crisóstomo.
4(Os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças, o que não lhes agradeço eu só, mas também tôdas as Igrejas dos Gentios).
5E do mesmo modo a Igreja que está em sua casa. Saudai ao meu querido Epéneto, que é as primícias da Ásia em Cristo.[3]QUE É AS PRIMÍCIAS — Isto é, que foi o primeiro que abraçou a Fé de Jesus Cristo. - Sacy.
6Saudai a Maria, a qual trabalhou muito entre vós.
7Saudai a Andrônico, e a Júnia, meus parentes, e cativos comigo, os quais se assinalaram entre os Apóstolos, e que foram Cristãos primeiro do que eu.
8Saudai a Amplíato, a quem mui entranhavelmente amo no Senhor.
9Saudai a Urbano, que trabalhou comigo em Jesus Cristo, e ao meu amado Staquis.
10Saudai a Apeles, provado em Cristo.
11Saudai aquêles que são da casa de Aristóbulo. Saudai a Herodião, meu parente. Saudai aos que são da família de Narciso, que estão no Senhor.[4]QUE ESTÃO NO SENHOR — Isto é, que crêem no Senhor como Cristãos. Porque talvez nem todos o eram na família de Narciso. - Éstio.
12Saudai a Trifena, e a Trifosa, que trabalham no Senhor. Saudai a nossa muito amada Pérsida, que trabalhou muito no Senhor.
13Saudai a Rufo, escolhido no Senhor, e a sua mãe, e minha.[5]E MINHA — A quem respeito e amo como a minha mesma mãe ou como se fôra minha mãe. Rufo era naturalmente filho do irmão Cireneu.
14Saudai a Asíncrito, a Flegonte, a Hermas, a Pátrobas, a Hermes, e aos irmãos que estão com êles.
15Saudai a Filólogo, e a Júlia, a Nereu, e a sua irmã, e a Olimpíades, e todos os Santos, que com êles estão.
16Saudai-vos uns aos outros em ósculo santo. Tôdas as Igrejas de Cristo vos saúdam.
17Rogo-vos, porém, irmãos, que não percais de vista aquêles que causam dissensões, e escândalos contra a doutrina que vós tendes aprendido, e apartai-vos dêles.
18Porque êstes tais não servem a Cristo Senhor nosso, mas ao seu ventre, e com doces palavras, e com bênçãos enganam os corações dos símplices.
19Porquanto a vossa obediência tem-se feito por tôda a parte notória. Pelo que eu me alegro em vós. Mas quero que vós sejais sábios no bem: e símplices no mal.
20E o Deus de paz esmague logo a Satanaz debaixo de vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.
21Saúda-vos Timóteo, meu coadjutor, e Lúcio, e Jason, e Sosípatro, meus parentes.
22Eu, Tércio, que escrevi esta carta vos saúdo no Senhor.[6]EU TÉRCIO QUE ESCREVI ESTA CARTA — Entende-se ditando-a Paulo, por cuja vontade também é que Tércio se meteu a saudar os romanos. Pelo que não são menos divinas estas palavras do que as outras do Apóstolo. - Éstio. Tércio era um secretário.
23Saúda-vos Caio, meu hospedeiro, e tôda a Igreja. Como também Erasto, tesoureiro da cidade, e Quarto, irmão.
24A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.
25E ao que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu Evangelho, e a pregação de Jesus Cristo segundo a revelação do mistério encoberto desde tempos eternos,
26(O qual agora foi patenteado pelas Escrituras dos profetas segundo o mandamento do eterno Deus, para se dar obediência à fé) entre tôdas as gentes já sabido.[7]PELAS ESCRITURAS DOS PROFETAS — Éste meio era confrontar com as profecias do Velho Testamento o que sucedia na Igreja, e por esta confrontação fazer patente, que em Jesus Cristo se verificava palpàvelmente o que do futuro Messias tinham vaticinado tantos séculos antes um Moisés, um Davi, um Jeremias, e assim os demais profetas. Esta demonstração da divindade de Jesus Cristo, da verdade da lei evangélica pelos profetas, mais ainda que a dos milagres, era a demonstração de que ordinàriamente se valiam os Apóstolos quando pregavam aos judeus, como da mais concludente para os convencer. Isto se mostra: 1.º dos Sermões, que de S. Pedro e S. Paulo, descreve S. Lucas nos Atos dos Apóstolos, cap. 2, cap. 3 e cap. 13, e do que êle no capítulo 28, versículo 23, afirma do mesmo S. Paulo, pregando em Roma de Jesus pela lei de Moisés e pelos profetas, desde manhã até à tarde. Mostra-se 2.º do que no presente lugar escreve S. Paulo, quando aos oráculos dos profetas, explicados por êle e pelos demais Apóstolos, atribui principalmente a revelação do mistério até ali oculto. Mostra-se 3.º de que S. Pedro na sua segunda epístola, cap. 1, alegando o insigne milagre da transfiguração e da voz ouvida do Céu, não deixa de produzir, como mais firme, a palavra dos profetas.
27A Deus que só é sábio, a êle por meio de Jesus Cristo seja tributada honra e glória por todos os séculos dos séculos. Amém.