Pe. Figueiredo (1950)

Capítulo 10

Não se pode o marido separar de sua mulher para casar com outra. Abraça e abençoa Jesus os meninos. Quanto custa largar os bens do mundo. Recompensa dos que o largam por amor de Deus. Reprime Jesus a ambição dos dois Apóstolos, Tiago e João. Dá vista a um cego.

1E saindo dali, foi Jesus para os confins da Judéia, na banda dalém do Jordão: E voltaram as gentes a ajuntar-se com êle: E êle de novo os ensinava, como sempre costumara.

2E chegando os fariseus, lhe perguntavam: É lícito ao marido repudiar a sua mulher? o que êles diziam para o tentarem:

3Mas êle respondendo, lhes disse: Que é o que vos mandou Moisés?

4Responderam êles: Moisés permitiu escrever libelo de repúdio e reenviá-la.[1]Moisés permitiuÉ certo que o legislador do povo de Deus tolerou o repúdio, por causa do adultério, mas ficou declarado quanto estava longe Deus de se comprazer em semelhante infração das disposições da ordem primitiva. A condescendência de Deus para com gerações moralmente enfraquecidas, e incapazes de suportarem inteiramente o jugo da lei, não obriga a abandonar para sempre os seus primeiros mandamentos, procurando restabelecer um dia o mais alto nível da perfeição moral que se aproximava do estado em que primeiro estivera constituído o homem antes da queda adâmica. Êsse momento chegou com Jesus Cristo, que derrogou a prática do mosaísmo, Mt 5, 31, e elevou o matrimônio à dignidade de Sacramento, recebendo a união conjugal, por esta consagração sobrenatural, uma restauração e confirmação indiscutíveis da sua estabilidade natural e primitiva. No caso do adultério ficou apenas permitida a separação quoad thorum et habitationem, sem a permissão de tomar segundas núpcias durante a vida de qualquer dos cônjuges.

5Aos quais respondendo Jesus, disse: Pela dureza de vosso coração é que êle vos deixou escrito êsse mandamento:

6Porém ao princípio da criação, fê-los Deus macho e fêmea.

7Por isto deixará o homem a seu pai, e a sua mãe, e se ajuntará a sua mulher.

8E serão dois numa só carne. Assim que êles já não são dois, mas uma só carne.

9O que Deus pois ajuntou, não o separe o homem.[2]Não o separe o homemCondenação categórica do divórcio. Moisés permite, em certos casos, o uso do libelo do repúdio pela dureza do coração, lê-se terminantemente no v. 5. É evidente que a concessão mosaica tolerava essa quebra da dignidade do matrimônio, mas Jesus Cristo não quis conservar semelhante imperfeição no gênero humano, que êle vem levantar do abatimento em que jazia, e então terminantemente diz: O que Deus pois ajuntou não o separe o homem. E êste texto invalida as pretensões da Igreja grega cismática e outras seitas que entendem que o adultério é uma causa legítima de completo divórcio: a tradição dos Santos Padres, a prática da Igreja, sustentam firmemente a indissolubilidade matrimonial. O Concílio de Trento anatematiza os sectários do divórcio, Sess. IV, can 7, e Leão XIII expôs com tanta sublimidade como energia a imutável doutrina da Santa Igreja no tocante à indissolubilidade do vínculo matrimonial, na Encíclica Arcanum de 10 de fevereiro de 1880. Sôbre o assunto, na impossibilidade de nos alargarmos nas considerações que êle suscita, diremos apenas que sob a influência do divórcio, a moralidade desce a passos agigantados; a pureza dos costumes desaparece; a paz do lar extingue-se; o amor foge; o interêsse e o egoísmo reinam e até se oblitera o sentimento mais santo, mais puro que na terra existe — O amor de mãe. O divórcio não é um progresso a caminho da liberdade, é um retrocesso para os tristes dias do paganismo; não é uma conquista de bem, é uma fonte de enormes males sociais, cuja consequência experimentam as nações, as famílias e os indivíduos.

10E tornaram a fazer-lhe seus discípulos em casa perguntas sôbre a mesma matéria.

11E êle lhes disse: Qualquer que repudiar a sua mulher, e se casar com outra, comete adultério contra a sua primeira mulher.

12E se a mulher repudiar a seu marido, e se casar com outro, comete adultério.

13Então lhe apresentavam uns meninos para que os tocasse. Mas os discípulos ameaçavam aos que lhos apresentavam.

14O que vendo Jesus, levou-o muito a mal e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, e não os embaraceis: Porque dos tais é o reino de Deus.

15Em verdade vos digo: Que todo o que não receber o reino de Deus como pequenino não entrará nêle.[3]O reino de DeusIsto é, a fé, e a profissão cristã. Porque para crer as verdades católicas, e observar o que elas mandam, é necessária em nós a simplicidade de um menino.

16E abraçando-os, e pondo sôbre êles as mãos, os abençoava.

17E tendo saído Jesus para se pôr a caminho, veio correndo um homem, e com o joelho em terra diante dêle, lhe fez esta súplica: Bom Mestre, que devo eu fazer para alcançar a vida eterna?

18E Jesus lhe disse: Por que me chamas tu bom? Ninguém é bom senão só Deus.

19Tu sabes os mandamentos: Não cometas adultério, não mates, não furtes, não digas falso testemunho, não cometas fraudes, honra a teu pai e a tua mãe.

20Então êle respondendo, lhe disse: Mestre, todos êstes mandamentos tenho eu observado desde a minha mocidade.

21E Jesus, pondo nêle os olhos, lhe mostrou agrado, e lhe disse: Uma coisa só te falta: Vai, vende quanto tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no Céu: E vem, segue-me.[4]Lhe mostrou agradoEnquanto amou nêle a simplicidade com que falou, e o cuidado de observar a Lei divina. — Sacy e Duhamel.

22O homem desgostoso das palavras que ouvira, foi-se todo triste: Porque era muito afazendado.

23E Jesus, olhando em roda, disse a seus discípulos: Com quanta dificuldade entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!

24E os discípulos se assombravam das suas palavras. Mas Jesus continuando por diante lhes disse: Filhinhos, quão difícil coisa é entrarem no reino de Deus os que confiam nas riquezas!

25Mais fácil é passar um camelo pelo fundo duma agulha, do que entrar no reino de Deus um rico.

26Êles ainda ficaram muito mais cheios de espanto, e diziam uns para os outros: Quem pode logo salvar-se?

27Então Jesus olhando para êles, disse: Para os homens coisa é esta que não pode ser, mas não para Deus: Porque para Deus tôdas as coisas são possíveis.

28E começou Pedro a dizer-lhes: Eis aqui estamos nós que largamos tudo, e te seguimos.

29Respondendo Jesus, disse: Na verdade vos digo: Que não há nenhum que haja deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por amor de mim, e por amor do Evangelho,

30que não venha a receber, já de presente neste mesmo século, a cento por um: Das casas, e dos irmãos, e das irmãs, e das mães, e dos filhos, e das terras, com as perseguições, e no século futuro a vida eterna.[5]Já de presente neste mesmo séculoAinda neste mundo se verifica esta promessa de Cristo; enquanto a consolação e alegria de que Deus enche os corações de seus servos, que por amor dêle desprezaram os bens terrenos, é cem vezes maior, do que a que êles mesmos teriam, se gozassem dêsses bens.

31Porém haverá muitos que, sendo os primeiros, serão os últimos, e muitos que, sendo os últimos, serão os primeiros.

32E estavam no caminho para subir a Jerusalém: E Jesus ia adiante dêles, do que os mesmos se espantavam: E o seguiam com mêdo. E tornando a tomar de parte aos doze, começou a declarar-lhes as coisas que tinham de lhe acontecer.

33Eis aqui está que nós subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e aos anciãos; e sentenciá-lo-ão à morte, e o entregarão aos gentios:

34E o escarnecerão, e lhe cuspirão no rosto, e o açoutarão, e lhe tirarão a vida: E ao terceiro dia ressurgirá:

35Então se chegaram a êle Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos.[6]Tiago e JoãoMt 20, 20, atribui à mãe a petição, que S. Marcos atribui aos filhos. No que não há contradição alguma. Porque o que a mãe pediu, pediram também os filhos, enquanto a induziram a pedir por êles.

36E êle lhes disse: Que quereis vós que eu vos faça?

37E êles responderam: Concede-nos que nos sentemos na tua glória, um à tua direita e outro à tua esquerda.

38Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis: Podeis vós beber o cálice que eu estou para beber? Ou ser batizados no batismo em que eu estou para ser batizado?[7]No batismoMais à letra: No batismo em que eu sou batizado. Porquanto desde o princípio de sua vida começou Cristo a beber o cálice de sua paixão, e continuou a bebê-lo sempre enquanto viveu. — Pereira.

39E êles lhe disseram: Podemos. E Jesus lhes disse: Vós com efeito haveis de beber o cálice que eu estou para beber: E haveis de ser batizados no batismo em que eu estou para ser batizado.

40Mas pelo que toca a terdes assento à minha destra, ou à minha esquerda, não me pertence a mim o conceder-vo-lo, porém, essa honra é para aqueles para quem ela está preparada.

41E ouvindo isto os outros dez começaram a indignar-se contra Tiago e João.

42Mas Jesus, chamando-os, lhes disse: Vós sabeis que os que têm autoridade entre os povos, êsses são os que os dominam, e que os seus príncipes têm poder sôbre êles.

43Porém entre vós não deve ser assim, mas todo o que quiser ser o maior, êsse deve ser o que vos ministre:

44E todo o que entre vós quiser ser o primeiro, êsse deve fazer-se servo de todos.

45Porque o mesmo Filho do homem não veio a ser servido, mas a servir, e a dar a sua vida para redenção de muitos.

46Depois foram a Jericó; e ao sair de Jericó êle, e os seus discípulos, e muitíssimo povo com êles, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu, estava assentado junto ao caminho pedindo esmola.

47O qual, como ouviu que passava Jesus Nazareno, começou a gritar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim.

48E ameaçavam-no muitos, para que se calasse. Mas êle cada vez gritava muito mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim.

49Parando então Jesus mandou que lho chamassem. E chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem boas esperanças, levanta-te, que êle te chama.

50Êle, deitando fora de si a capa, saltando, veio ter com êle.

51E falando Jesus, lhe disse: Que queres tu que eu te faça? O cego pois lhe respondeu: Mestre, que eu tenha vista.

52Então lhe disse Jesus: Vai, a tua fé te sarou. E no mesmo ponto viu, e o foi seguindo pelo caminho.

Introdução

Autor. — Muitos críticos distinguem entre S. Marcos, o Evangelista, e João Marcos parente de Barnabé. Comumente admite-se a identidade. São uma e a mesma pessoa. Segundo os Atos dos Apóstolos, João, ou João Marcos, estava ligado com S. Pedro, e foi em casa de sua mãe que o Príncipe dos Apóstolos, ao sair da prisão de Herodes, encontrou os cristãos reunidos, At 12, 12, o que faz supor que S. Marcos nem pobre, nem rude. S. Pedro tomou-o para seu intérprete ou secretário, e por isso a sua composição chegou a ser conhecida pelo nome de Evangelho de S. Pedro, como refere Tertuliano, Cont. Marc., 4, 5. Se é chamado Marcos e não João, é porque estando no império romano, pregando entre os gentios, devia tomar um nome fàcilmente compreendido. Foi ao Egito, alguns anos depois de S. Pedro ter estado em Roma, fundou a Igreja de Alexandria. S. Pedro estimava-o muito, dando-lhe nas cartas o tratamento de filho. Certamente que era judeu e contemporâneo dos Apóstolos, o que se prova pelos muitos hebraísmos de que está cheio o seu Evangelho, bem como de citações siro-caldáicas, 2, 3-17; 5, 41; 7, 11, 34; 10, 46. É de tal sorte minucioso, descendo às particularidades do tempo, 1, 22, lugar, 2, 13; 2, 7; 4, 1; 5, 20; 6, 38; 7, 31; 11, 21, número 5, 13; 6, 7-40, etc., de pessoas, 1, 29, 36; 3, 22; 12, 13, disposição, etc. Era muito afeiçoado a S. Pedro, cuidando com muito zêlo de narrar todos os fatos importantes da vida do Príncipe dos Apóstolos.

Data. — O Evangelho de S. Marcos foi composto pouco tempo depois do de S. Mateus, sendo o Príncipe dos Apóstolos quem apresentou o seu Evangelho, para que por todos fôsse recebido como objeto de fé e livro inspirado.

Objeto. — Marcos escreveu para os gentios, e muito particularmente para os romanos. É esta a razão que explica a ausência de citações do Velho Testamento. Por êste motivo não chamou a Jesus Cristo o Messias, apresenta-o como rei; não lhe chama filho de Davi, mas Filho de Deus, Filho do homem, e omite muitas narrações que se encontram em S. Mateus.

I ARGUMENTOS EXTRÍNSECOS:

a) Testemunhos formais da antiguidade. O mais antigo testemunho da autenticidade de S. Marcos é o de Papias. "O Padre João, escreve êle, contava também que Marcos, intérprete de Pedro, escreveu exatamente, ainda que sem ordem, as palavras e ações de Cristo". Não tinha, é certo, ouvido nem seguido o Senhor, mas tinha acompanhado a S. Pedro, o qual ensinava conforme o exigiam as circunstâncias e não como quem expõe por ordem os oráculos do Senhor. Eusébio, Hist. Eccl. 3, 39. Em vista dêste texto, que é tão autorizado como concludente, pretendem os racionalistas afirmar que o escrito de Marcos a que Papias se refere, não é o Evangelho que nós lemos com o seu nome, mas um resumo das pregações de S. Pedro, que devia ser uma compilação desordenada, e que nada se parece com o Evangelho que nos apresenta narrações bem coordenadas. A isto responde-se que o Evangelho de S. Marcos revela a mais completa ausência da ordem cronológica como Papias refere. De resto a passagem de Papias está em completo acôrdo com Irineu, Clemente de Alexandria, Orígenes, e quantos na antiguidade cristã se ocuparam dêste Evangelho, consignando todos que S. Marcos compendiara os ensinamentos de Pedro.

O catálogo escriturário, de Muratori, que data do segundo século, principia por estas palavras, que se referem ao segundo Evangelista: Quibus tamen interfuit et ita possit, o que significa sem dúvida que o autor do segundo Evangelho assistiu às pregações de Pedro e fez delas por escrito uma fiel narração. Tertuliano escreve: — Afirma-se que o Evangelho composto por Marcos é o de Pedro, de quem Marcos era o intérprete. Adv. Marcion, 4, 5.

b) Testemunhos indiretos. — Todos os manuscritos e tôdas as antigas versões, a Peschito, ítala, gótica e outras, contêm êste Evangelho precedido desta inscrição: — segundo Marcos. É verdade que êste Evangelho é menos citado pelos Padres do segundo e terceiro século, o que se explica por não conter quase nada que não seja narrado equivalentemente por S. Mateus ou S. Lucas; em todo o caso S. Justino refere-se a êste Evangelho em termos muito explícitos.

II ARGUMENTOS INTRÍNSECOS:

Entre os Evangelistas, S. Marcos é o que conta os fatos com mais minuciosidade. É o Evangelho mais breve, mas nem por isso deixa de ser muito completo, e mesmo o mais completo pelo que respeita às notícias sôbre os feitos e ações de Pedro, como, por exemplo, a tríplice negação; e, coisa notável, narram-se minuciosamente os fatos que não honram o apóstolo, e deixam-se na sombra os que redundam em sua glória, por exemplo o magnífico elogio dado à sua fé pelo Salvador, quando Pedro se acabava de confessar por filho de Deus diante dos membros do colégio apostólico. Isto só se explica por determinação expressa de S. Pedro, cuja humildade assim tão belamente se patenteia.

É manifesto que o Evangelho de S. Marcos é dirigido, não aos habitantes da Palestina, mas em especial aos romanos. As palavras hebraicas que êle emprega são cuidadosamente traduzidas, para a boa inteligência dos leitores, que as não conheciam. Tudo pois concorre para corroborar a tradição primitiva, que atribui a redação do segundo Evangelho canónico a S. Marcos, discípulo de S. Pedro, e o considera composto em Roma, vivendo o Príncipe dos Apóstolos. É também o resumo das pregações de S. Pedro.

Portanto os argumentos dos racionalistas sôbre João Marcos, o proto Marcos e o doutor Marcos, que certos exegetas modernos têm pretendido sustentar à face do texto, caem pela base, vingando-se a tradição primitiva, única competente em tal assunto.

Estilo. — S. Marcos é claro, preciso, mas árido, e a sua linguagem é pouco acurada. Usa frequentes vezes os diminutivos. Repete às mesmas idéias e os mesmos têrmos, seja para reforçar o sentido, seja por negligência.

Ocasião. — S. Clemente de Alexandria, citado por S. Jerônimo, explica assim as razões que moveram S. Marcos a escrever o seu Evangelho. Quando S. Pedro pregou o Evangelho em Roma, os ouvintes dirigiram-se a Marcos, rogando-lhe instantemente que escrevesse a doutrina ensinada por S. Pedro, visto que êle o acompanhara tanto tempo e retivera as próprias palavras do Príncipe dos Apóstolos. Marcos aquiesceu, redigiu o Evangelho e entregou-o aos que o solicitavam.

Escopo. — Conquanto se não note no Evangelho de S. Marcos nenhuma tendência especial, seja apologética, seja polêmica, e pareça que o intento de S. Marcos foi resumir as pregações de S. Pedro, seguindo pari passu o Evangelho de S. Mateus, que resumiu, pelo que S. Agostinho lhe chama pedissequus Mathaei, e Bossuet le plus divin des abréviateurs, é certo que o seu escopo parece ter sido mostrar que Jesus é o Senhor de tôdas as coisas, Jesum esse rerum omnium Dominum. Cfr. D. Eduardo Nunes, Theologiae Fundamentalis compendium.

A idéia mãe do Evangelho de S. Marcos resume-se nesta proposição. A ação externa de Jesus prova que o Cristianismo é uma revelação divina. Esta ação está descrita pelo Evangelista tal qual ela se exerceu primeiramente na Galiléia, 9, depois na Judéia e em Jerusalém, 10, 16. P. Tiefenthal. O. S. Bento, Munster, 1893. Das heilige Evangelium nach Markus.

Autenticidade. — A autenticidade do Evangelho de S. Marcos está perfeitamente vingada pelos Antigos Padres e pelos melhores exegetas modernos. Em que pese aos racionalistas, depois do estudo de Lardner, Les Evangiles et la critique rationaliste, Demarest, De auctoritate Evangeliorum, Tiefenthal, ob. cit. e outros, inútil será contestar a autenticidade de S. Marcos, que se prova por argumentos intrínsecos e extrínsecos.

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