Pe. Figueiredo (1950)

Capítulo 10

Escolhe Jesus setenta e dois discípulos, e envia-os a pregar o Evangelho. Poderes e instruções que lhes dá. Condenação das cidades, que se não converteram com os seus milagres. Cheio de júbilo dá graças ao Eterno Pai, por se haver comunicado aos humildes. Que é necessário para um se salvar. Quem é o nosso próximo. Hospeda Marta a Jesus.

1E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta e dois: E mandou-os de dois em dois adiante de si por tôdas as cidades, e lugares, para onde êle tinha de ir.[1]Setenta e doisA lista dos setenta e dois discípulos não é conhecida, apenas sabemos dalguns com certeza. Sabe-se que a escolha recaiu naqueles que com mais assiduidade acompanhavam o Salvador, e que o divino Mestre os associou aos Apóstolos na qualidade de coadjutores. É certo que eram inferiores aos doze, pois um dêstes discípulos, Matias, foi promovido ao apostolado em substituição de Judas. S. Inácio mártir compara-os aos diáconos, e S. Jerônimo aos presbíteros. O seu ministério foi transitório e puramente pessoal, não se transmitindo os poderes em que estavam investidos. Em lugar de setenta e dois discípulos os manuscritos gregos falam de setenta, mas pode supor-se que é um arredondamento de números, como sucede em várias outras partes da Escritura.

2E dizia-lhes: Grande é na verdade a messe, e poucos os trabalhadores. Rogai pois ao dono da messe, que mande trabalhadores para a sua messe.

3Ide: Olhai que eu vos mando como cordeiros entre os lobos.

4Não leveis bôlsa, nem alforge, nem calçado, e a ninguém saudeis pelo caminho.[2]E a ninguémIsto é, não vos embaraceis, nem ainda em saudar a alguém. Era costume entre os povos orientais saudarem-se com muitas cerimônias, e com muitas perguntas e respostas. E o Senhor lhes encarrega, que quando forem a um negócio da maior importância, como é o anunciar aos povos o reino de Deus, não percam o tempo em semelhantes cerimônias inúteis. Mt 10, 10. — Pereira.

5Em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro que tudo: Paz seja nesta casa:

6E se ali houver algum filho da paz, repousará sôbre êle a vossa paz, e senão, ela tornará para vós.

7E permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que êles tiverem: Porque o trabalhador é digno do seu jornal. Não andeis de casa em casa.

8E em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei o que se vos apresentar.

9E curai os enfermos que nela houver, e dir-lhes-eis: Está a chegar a vós outros o Reino de Deus.

10Mas se vós entrardes nalguma cidade, e vos não receberem, saindo pelas suas praças, dizei:

11Vêde que até o pó, que se nos pegou da vossa cidade, sacudimos contra vós: Não obstante isto, sabei que está a chegar a vós outros o Reino de Deus.

12Digo-vos, que naquele dia haverá menos rigor para Sodoma, que para a tal cidade.

13Ai de ti, Corozain; ai de ti, Betsaida: Que se em Tiro e Sidônia se tivessem obrado as maravilhas que se obraram em vós, há muito tempo que elas teriam feito penitência, cobrindo-se de cilício e de cinza.

14Por isso haverá sem dúvida no dia do Juízo para Tiro e Sidônia menos rigor que para vós.

15E tu, Cafarnaum, que te elevaste até o Céu, serás submergida até o inferno.

16O que a vós ouve, a mim ouve: E o que a vós despreza, a mim despreza. E quem a mim despreza, despreza aquêle que me enviou.

17Voltaram depois os setenta e dois muito alegres, dizendo: Senhor, até os mesmos demônios se nos submetem em virtude do teu nome.

18E o Senhor lhes respondeu: Eu via cair do céu a satanás, como um relâmpago.[3]Eu via cair do céuComo se lhe dissera: Tende presente a queda de satanás, e guardai-vos bem da vanglória, e soberba, que um momento o derribaram do Céu, e da maior felicidade à maior miséria. — Santo Ambrósio. Outros intérpretes justificam aos discípulos, e querem que tôda a glória de lançar fora os demônios a atribuíssem à virtude do Nome de Jesus Cristo, e neste sentido explicam êste verso deste modo: Não creiais que me dizeis uma coisa nova: Porque desde o momento mesmo da minha encarnação, via eu, que ia a cair, e ser destruído todo o poder de satanás, e a estabelecer-se o reino de Deus, pela pregação do meu Evangelho.

19Eis aí vos dei eu poder de pisardes as serpentes, e os escorpiões, e tôda a fôrça do inimigo: E nada vos fará dano.

20E contudo, o sujeitarem-se-vos os espíritos, não é o de que vós vos deveis alegrar: Mas sim deveis alegrar-vos de que os vossos nomes estão escritos nos Céus.

21Naquela mesma hora exultou Jesus a impulsos do Espírito Santo, e disse: Graças te dou, Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Padre: Porque assim foi do teu agrado.

22Tôdas as coisas me têm sido entregues por meu Pai. E ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai: Nem quem é o Pai, senão o Filho, e aquêle a quem o Filho o quiser revelar.

23E tendo-se voltado para seus discípulos disse: Ditosos olhos aquêles que vêem o que vós vêdes.

24Pois eu vos afirmo, que foram muitos os profetas, e reis, que desejaram ver o que vós vêdes, e não o viram: E que desejaram ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.

25E eis que se levantou um doutor da lei, e lhe disse para o tentar: Mestre, que hei de eu fazer para entrar na posse da vida eterna?

26Disse-lhe então Jesus: Que é o que está escrito na lei? como lês tu?

27Êle, respondendo, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de tôda a tua alma, e de tôdas as tuas fôrças e de todo o teu entendimento: E ao teu próximo como a ti mesmo.

28E Jesus lhe disse: Respondeste bem: Faze isso, e viverás.[4]Faze isso, e viverásLogo por sentença de Jesus Cristo, para se alcançar a vida eterna, é necessário amar a Deus de todo o coração, de tôda a alma, de todo o entendimento, e de tôdas as fôrças. Ora quem assim quer ser amado do homem, diz Santo Agostinho, quer para si tôda a vida, e tôdas as ações deliberadas do homem; de sorte, que em nenhuma deve parar o homem na criatura, mas em tôdas ter a Deus por último fim. Dum ait, toto corde, tota anima, tota mente, nullam vitae nostrae partem reliquit, quae vacare debeat, et quasi locum dare, ut alia re velit frui, livro I Da Doutrina Cristã, cap. 20. Eis aqui uma demonstração bem fácil da necessidade e obrigação, que todos temos, de referirmos a Deus tôdas as nossas ações deliberadas, ao menos com uma intenção virtual.

29Mas êle, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30E Jesus, prosseguindo no mesmo discurso, disse: Um homem baixava de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos dos ladrões, que logo o despojaram do que levava: E depois de o terem maltratado com muitas feridas, se retiraram deixando-o meio morto.

31Aconteceu pois que passava pelo mesmo caminho um sacerdote: E quando o viu passou de largo.

32E assim mesmo um levita, chegando perto daquele lugar, e vendo-o, passou também de largo.

33Mas um samaritano, que ia seu caminho, chegou perto dêle: E quando o viu, se moveu à compaixão.

34E chegando-se lhe atou as feridas, lançando nelas azeite e vinho, e, pondo-o sôbre a sua cavalgadura, o levou a uma estalagem, e teve cuidado dêle.

35E ao outro dia, tirou dois denários, e deu-os ao estalajadeiro, e lhe disse: Tem-me cuidado dêle, e quanto gastares de mais, eu to satisfarei quando voltar.

36Qual dêstes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?

37Respondeu logo o doutor: Aquêle que usou com o tal de misericórdia. Então lhe disse Jesus: Pois vai, e faze tu o mesmo.

38E aconteceu que como fôssem de caminho, entrou depois Jesus em uma aldeia: Uma mulher, por nome Marta, o hospedou em sua casa.[5]Em uma aldeiaNa parte meridional da Galiléia, perto de Naim, segundo Mgr. Darvy; outros comentadores entendem que era na Betânia.

Por nome Marta — Marta tinha por irmã Maria Madalena e por irmão Lázaro, pertencentes a uma família muito respeitável. Parece que Marta era a mais velha, porque é sempre a primeira nomeada, e também por esta qualidade fazia as honras da casa que administrava. Pensa-se que Lázaro, Marta e Maria Madalena deixaram a Galiléia com Jesus, e fixaram a sua residência perto de Jerusalém, na aldeia de Betânia.

39E esta tinha uma irmã chamada Maria, a qual até sentada aos pés do Senhor ouvia a sua palavra.

40Marta porém andava tôda afadigada na contínua lida da casa, a qual se apresentou diante de Jesus, e disse: Senhor, a ti não se te dá que minha irmã me deixasse andar servindo só? dize-lhe pois que me ajude.

41E respondendo o Senhor, lhe disse: Marta, Marta, tu andas muito inquieta, e te embaraças com o cuidar em muitas coisas.

42Entretanto só uma coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada.[6]Maria escolheu a melhor parteNão quis o Senhor censurar Marta, pois que também esta teve a sua recompensa, que começou com os dons de fé viva e de veemente caridade, quis contudo pôr em relêvo a ocupação de Maria, que tão singular influência tem nos destinos da alma. A antiguidade eclesiástica personificou em Marta a vida ativa, cheia de boas obras; em Maria a vida contemplativa, com os enlevos da alma por Deus; e a esta chamou Cristo a melhor parte. Mal avisados pois andam os que agridem a vida contemplativa, a maisinam, caluniam e guerreiam, procurando apenas cercar de louvores a vida ativa. Se esta é benemerente, aquela não o é menos; se a vida ativa concita respeitos e aplausos, aquela arrebata pela fé que representa, pelo amor que traduz, pela abnegação que prega. Quantas paixões desenganadas, quantas afeições traídas, quantas amargas decepções não encontraram nos ermos contemplativos o remédio que o mundo não podia dar a essas almas aflitas?

Introdução

Autor. — S. Lucas era médico (Col 4, 14) e natural de Antioquia na Síria, segundo os testemunhos de Eusébio, Hist. Eccl. 3-4, Hieron. de Vir. ill. cap. 7. Parece que era grego de nascimento: Eusébio, Comment. in Luc. Collect. Nov. p. 149, e Sedúlio diz em confirmação desta hipótese: Hic Lucas primitus Apostolorum discipulus, postea Paulum magistrum gentium quasi gentilis et virgo virginem secutus fuerat. O próprio nome Lucas pode ser uma abreviatura de Lucanus. O que é certo é que S. Lucas se exprime muito melhor em grego do que os outros hagiógrafos do Novo Testamento, e também se sabe que a Igreja de Antioquia era primitivamente composta na quase totalidade de gregos, o que tudo confirma a opinião supra indicada.

Não sabemos quando nem como S. Lucas se converteu ao Cristianismo, Valroger, Introduction historique et critique aux livres du Nouveau Testament, t. 2, § 13, p. 74. Segundo tôdas as aparências, professou o cristianismo em Antioquia, onde travou relações com S. Barnabé e S. Paulo e depois com S. Pedro. Quando nos Atos dos Apóstolos 16, 10, se refere a S. Paulo fala do Príncipe dos Apóstolos como dum antigo conhecido, o que não acontece a respeito de Timóteo, At 16, 1. Acompanha S. Paulo de Tróade para Filipos, na Macedônia, onde ficou, enquanto que o Apóstolo se dirigia para a Grécia com os seus companheiros. Estêve bastante tempo ausente de S. Paulo, a quem depois seguiu para o Oriente, voltando à Itália, permanecendo ambos em Roma durante dois anos.

Durante êste último lapso de tempo, S. Paulo fala dêle duas vezes nas suas Epístolas (Col 6, 14; Flm 24). Na 2.ª Epístola a Timóteo (4, 11), diz que S. Lucas tinha ficado em sua companhia. Abandonou depois Roma e veio a morrer na Acaia com setenta e quatro anos. Sedúlio Argum. in Luc. 5, 11. As suas relíquias foram transportadas para Constantinopla, no vigésimo ano do reinado de Constâncio, 357. S. Gregório Nazianzeno conta-o entre os mártires. Orat. 6 e 69. Cfr. Act. Sanct. die 18 oct.

Data. — Todos os autores eclesiásticos, exceto Clemente de Alexandria, atestam que êste Evangelho apareceu depois do de S. Marcos. O próprio S. Lucas confessa que não é o primeiro que tentou escrever a vida de Jesus Cristo, Lc c. 1. Sabe-se também que publicou o seu Evangelho antes de escrever os Atos dos Apóstolos, At 1, 1. Ora o livro dos Atos terminou no ano 62 ou 63, em que acaba bruscamente.

Fim. — A idéia de escrever êste Evangelho foi sugerida a S. Lucas, pelas lacunas que se encontram nos dois Evangelhos precedentes, procurando dar ao seu trabalho uma ordem mais rigorosa, e fortificar nos seus leitores a convicção das coisas anunciadas. S. Lucas, escrevendo para os gentios — Evangelium graecis scripsit, como diz S. Jerônimo — trata de pôr ante os olhos dêstes tudo quanto lhes podia interessar ou comover, como o perdão ao filho pródigo e à pecadora, a preferência dada ao publicano sôbre o fariseu e ao samaritano sôbre o próprio levita. S. Mateus apresentara Jesus aos hebreus como Messias, e S. Marcos aos romanos como Filho de Deus; S. Lucas apresenta-O aos gregos, isto é, a todos os povos civilizados, como o Salvador de todo o gênero humano.

Estilo. — É o livro mais cuidado do Novo Testamento, tendo muita analogia com o livro dos Atos. A linguagem é correta, as imagens vivas, os têrmos escolhidos, havendo mesmo o emprêgo frequente de palavras diletas do autor, tocantes, afetuosas, cheias de delicadeza; períodos que se destacam pela simplicidade e harmonia, etc. Jesus Cristo é chamado o Senhor, e preconiza-se a confiança no Salvador como meio indispensável para se obter a salvação. Há uma circunstância notável neste livro e que deriva da profissão do autor. No presente Evangelho, S. Lucas descreve as doenças curadas por Jesus Cristo com muita precisão, e com a terminologia adequada, vigente na época. Além disso o seu trabalho reveste a forma histórica. Começa por um prólogo, e por uma dedicatória a um Teófilo, cristão de Roma ou de Acaia, como era uso entre os gregos. Vai buscar o início dos fatos evangélicos, segue a sua narração até ao fim, concatenando os acontecimentos e observando a ordem cronológica. É êste o único que menciona os setenta e dois discípulos que, ao mesmo tempo que revela a precisão histórica do autor, faz supor que êle pertenceu a êsse corpo.

Notam-se-lhe alguns hebraísmos, é certo, mas os que apresenta têm certa correção, sendo sem dúvida alguma o mais correto dos Evangelistas.

Divisão. — Podem distinguir-se neste Evangelho quatro partes e um prólogo.

Prólogo — cap. 1, 1-4.

Primeira parte: Infância e juventude de Jesus Cristo, cap. 1, 5 — 4, 13.

Segunda parte: Preparação na Galiléia, 4, 14 — 9, 50.

Terceira parte: Viagem da Galiléia a Jerusalém, 9, 51 — 18, 30.

Quarta parte: Últimos mistérios, 18, 31 — 24.

Autenticidade do Evangelho de S. Lucas. — Prova-se com vários argumentos extrínsecos e intrínsecos.

I — Argumentos extrínsecos: 1.° Testemunhos formais da antiguidade: O catálogo de Muratori apresenta-nos um testemunho indiscutível do século II: "O terceiro livro do Evangelho segundo S. Lucas. Êste Lucas, médico, que S. Paulo, depois da Ascensão do Senhor, associou aos seus trabalhos, escreveu no seu próprio nome, seguindo as idéias de S. Paulo. Todavia êle não viu o Senhor em carne, e por isso conta os fatos pelo modo como pôde dêles ter conhecimento". Tertuliano censura Marcião por ter alterado o Evangelho de S. Lucas, que foi recebido por tôdas as Igrejas. Reivindica em favor dêste escrito a própria autoridade dos Apóstolos; Adv. Marcion. IV, 5. S. Irineu reproduz a mesma opinião, e ao cabo duma análise minuciosa conclui dizendo que corresponde aos antecedentes. Clemente de Alexandria invoca, em prova duma das suas asserções, o Evangelho segundo S. Lucas. S. Tron. F. 21.

2.° Testemunhos indiretos: Todos os antigos manuscritos e tôdas as antigas versões dão ao terceiro Evangelho a inscrição — segundo S. Lucas. S. Justino, do segundo século, narra a Anunciação e o Nascimento de Jesus parafraseando S. Lucas, cujas palavras também reproduz a propósito da Instituição da Eucaristia. A carta da Igreja de Viena, documento do mesmo tempo, aplica aos seus mártires as palavras que S. Lucas dirigia a Zacarias. Os próprios gnósticos apropriam-se de palavras dêste Evangelho, como Basílides a propósito da saudação de S. Gabriel à SS. Virgem; Valentim, falando de S. Irineu, emprega textos que só se encontram em S. Lucas, e finalmente Marcião, rejeitando os outros Evangelhos, admitia sòmente o de S. Lucas, fazendo-lhe mutilações e interpolações. Celso compara textos de S. Lucas com os dos outros Evangelhos, para deduzir as considerações que lhe apraz, mas mostra, como as citações precedentes, que no segundo século o Evangelho de S. Lucas era universalmente recebido como livro sagrado.

II — Argumentos intrínsecos. — Analisando o terceiro Evangelho, descobrem-se nêle indícios claros da influência de S. Paulo, que correspondem à tradição; segundo a qual S. Lucas foi discípulo do grande Apóstolo das gentes, e se propôs reproduzir nos seus escritos os ensinamentos de tão grande mestre. Primeiramente, segundo nota Corluy, há entre o terceiro Evangelho e as Epístolas de S. Paulo uma certa concordância digna de nota. Muitas expressões comuns a S. Lucas e S. Paulo não aparecem nas obras dos demais escritores do Novo Testamento. As palavras da instituição da SS. Eucaristia são referidas do mesmo modo por S. Paulo na I Epístola aos Cor 11, 24. 25, etc.

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