Pe. Figueiredo (1950)

Capítulo 9

Envia Jesus os seus Apóstolos, dando-lhes as instruções que deviam observar. Deseja Herodes vê-lo movido da fama que dêle corria. Multiplicação dos cinco pães. Pedro o reconhece por Messias. Prediz Jesus a sua Paixão. Cada um deve segui-lo, levando a sua cruz. A Transfiguração do Senhor. Livra um menino possesso. Disputam os Apóstolos entre si qual era o maior. Zêlo mal entendido dos filhos de Zebedeu. Não admite Jesus a um certo homem, que o queria seguir, e chama a outro, sem lhe dar tempo para ir enterrar seu pai.

1Tendo porém Jesus convocado os doze Apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sôbre todos os demônios; e virtude de curar enfermidades.[1]Tendo porémCfr. Mt 10, 1; Mc 3, 15.

2Depois enviou-os a pregar o Reino de Deus, e a curar os enfermos.

3E disse-lhes: Não leveis coisa alguma pelo caminho, nem bordão, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas.

4E em qualquer casa, em que entrardes, ficai aí, e não saiais dela.

5E quando quaisquer vos não queiram receber: Ao sair dessa cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra êles.

6Tendo êles pois saído, andavam de aldeia em aldeia pregando o Evangelho, e fazendo curas em todo o lugar.

7E chegou à notícia de Herodes tetrarca tudo o que Jesus obrava, e ficou como suspenso, porque diziam

8uns: É João que ressurgiu dos mortos; e outros: É Elias que apareceu; e outros: É um dos antigos profetas que ressuscitou.

9Então lhes disse Herodes: Eu mandei degolar a João: Quem é pois êste, de quem eu ouço semelhantes coisas? E buscava ocasião de o ver.

10E tendo voltado os Apóstolos, lhe contaram tudo quanto haviam feito, e Jesus, tomando-os consigo à parte, foi a um lugar deserto, que é do território de Betsaidá.

11O que ouvindo os povos, o foram seguindo, e Jesus os recebeu, e falava-lhes do Reino de Deus, e sarava os que necessitavam de cura.

12Ora, o dia tinha começado já a declinar, quando chegando a êle os doze, lhe disseram: Despede estas gentes, para que indo êles por essas aldeias, e granjas da comarca, se alberguem, e achem que comer: Porque aqui estamos em lugar deserto.

13Mas Jesus lhes respondeu: Dai-lhes vós de comer. E replicaram êles: Nós não temos mais do que cinco pães e dois peixes, senão é que devemos ir comprar mantimento para todo êste povo.

14Porque eram quase cinco mil homens. Então disse Jesus a seus discípulos: Fazei-os sentar para comer, divididos em ranchos de cinqüenta em cinqüenta.

15E êles assim o executaram. E os fizeram sentar a todos.

16E tendo tomado Jesus os cinco pães e dois peixes, levantou os olhos ao Céu, e os abençoou, e partiu e deu aos seus discípulos, para que os pusessem diante das gentes.

17E comeram todos, e ficaram fartos. E levantaram, do que lhes sobejou, doze cestos de fragmentos.

18E aconteceu que estando só orando, se achavam com êle também os seus discípulos: E Jesus lhes perguntou, dizendo: Quem dizem as gentes que sou eu?[2]Só orandoEm Cesaréia de Filipe. Cfr. Mt 16, 13.

19E êles responderam, e disseram: Uns dizem que João Batista, outros que Elias, e outros, que ressuscitou algum dos antigos profetas.

20Então lhes disse Jesus: E vós quem dizeis que sou eu? Respondendo Simão Pedro, disse: O Cristo de Deus.

21Êle então ameaçando-os mandou que o não dissessem a ninguém,

22dizendo: É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, e que seja rejeitado dos anciãos e dos príncipes dos sacerdotes, dos escribas, e que seja entregue à morte, e que ressuscite ao terceiro dia.

23E dizia a todos: Se alguém quer vir após de mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz cada dia, e siga-me:

24Porque o que quiser salvar a sua alma, virá a perdê-la: E quem perder a sua alma por amor de mim salva-la-á:

25Porque, que aproveita um homem, se grangear todo o mundo, quando se perde a si mesmo, e se faz dano a si?

26Porque se alguém se envergonhar de mim, e das minhas palavras: Também o Filho do homem se envergonhará dêle, quando vier na sua majestade e na de seu Pai, e santos Anjos.

27E digo-vos na verdade: Que dos que aqui se acham, alguns há que não hão de gostar a morte, até não verem o reino de Deus.

28E aconteceu que passados quase oito dias depois que disse estas palavras, tomou Jesus consigo não só a Pedro, mas a Tiago, e a João e subiu a um monte a orar.

29E enquanto orava, pareceu todo outro o seu rosto: E fez-se o seu vestido alvo e brilhante.

30E eis que falavam com êle dois varões. E êstes eram Moisés e Elias.

31Que apareceram cheios de majestade: E falavam da sua saída dêste mundo, que havia de cumprir em Jerusalém.

32Entretanto Pedro, e os que com êle estavam, se tinham deixado oprimir do sono. E despertando viram a glória de Jesus, e aos dois varões, que com êle estavam.

33E aconteceu que ao tempo que se apartaram dêle, disse Pedro a Jesus: Mestre, bom é que nós aqui estejamos: E façamos três tendas, uma para ti, e outra para Moisés, e outra para Elias: Não sabendo o que dizia.

34E quando êle estava ainda dizendo isto, veio uma nuvem, e os cobriu: E tiveram mêdo, entrando êles na nuvem.

35E saiu uma voz da nuvem, dizendo: Êste é aquêle meu Filho especialmente amado, ouvi-o.

36E ao sair esta voz, acharam só a Jesus. E êles se calaram, e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma das que tinham visto.

37E sucedeu no dia seguinte que descendo êles do monte, lhes veio sair ao encontro uma grande multidão de gente.

38E eis que um homem da turba clamou, dizendo: Mestre, rogo-te que ponhas os olhos em meu filho, porque é o único que tenho:

39E eis que um espírito se apodera dêle, sùbitamente dá gritos, e o lança por terra, e o agita com violência, fazendo-o escumar, e apenas o larga deixando-o feito em pedaços:

40E pedi a teus discípulos que o expelissem, e êles não puderam.

41E respondendo Jesus, disse: Ó geração infiel, e perversa, até quando estarei eu convosco, e vos sofrerei? Traze cá o teu filho.

42E quando êste ia chegando, o lançou o demônio por terra, e o agitou com violentas convulsões.

43Mas Jesus ameaçou ao espírito imundo, sarou o menino, e o restituiu a seu pai.

44E pasmavam todos do grande poder de Deus: E admirando-se todos de tôdas as coisas que fazia, disse Jesus aos seus discípulos: Ponde vós nos vossos corações estas palavras: O Filho do homem há de vir a ser entregue nas mãos dos homens.

45Mas êles não entendiam esta palavra, e lhes era tão obscura, que não a compreendiam: E tinham mêdo de lhe perguntar acêrca dela.

46Veio-lhes então ao pensamento qual dêles era o maior.

47Mas Jesus vendo o que êles cuidavam nos seus corações, tomou um menino, e o pôs junto de si,

48e lhes disse: Todo o que receber êste menino em meu nome, a mim me recebe: E todo o que me receber a mim, recebe àquele que me enviou. Porque quem dentre vós todos é o menor, êsse é o maior.

49Então respondendo João, disse: Mestre, nós vimos a um que expelia os demônios em teu nome, e lho vedamos: Porque não te segue conosco.

50E Jesus lhes disse: Não lho proibais; Porque o que não é contra vós, é por vós.

51E aconteceu que sendo chegado o tempo da sua Assunção, mostrou êle um semblante intrépido e resoluto para ir para Jerusalém.[3]AssunçãoEsta palavra do texto, segundo os intérpretes, significa aquêle tempo em que Jesus Cristo se havia de ausentar dêste mundo para o seio de seu Pai ou o da sua morte.

52E enviou adiante de si mensageiros: E indo êles entraram em uma cidade dos samaritanos para lhe prevenirem pousada.[4]E indo êlesPara darem notícia de que êle vinha. Porque, como os samaritanos viviam em cisma com os judeus em matéria de religião, e conseqüentemente se abstinham de todo o comércio com êles, justamente se podia recear que o não quisessem admitir.

53E não o receberam, por êle dar mostras de que ia para Jerusalém.

54O que porém tendo visto seus discípulos Tiago e João, disseram: Senhor, queres tu que digamos que desça fogo do Céu, e que os consuma?

55Porém Jesus voltando-se para êles, os repreendeu, dizendo: Vós não sabeis qual é o espírito da vossa vocação.

56O Filho do homem não veio a perder as almas, mas a salvá-las. E foram para outra povoação.

57E aconteceu isto: Indo êle pelo caminho, veio um homem, e disse a Jesus: Eu seguir-te-ei para onde quer que tu fôres.

58Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm suas covas, e as aves do Céu têm seus ninhos: Mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.[5]Mas o FilhoVale-se o Senhor destas comparações para denotar a extrema pobreza com que vivia entre nós. E se quer chamar o "Filho do homem", isto é, da Virgem Maria, não obstante que o anjo lhe havia chamado "Salvador", ainda antes de nascer, e os profetas o haviam anunciado com os títulos de "Messias, Sacerdote Eterno, Anjo do grande conselho, Deus, Senhor, Príncipe de Paz", e outros, Is 9, 6, para abater o nosso orgulho, e confundir a nossa soberba, ensinando-nos o amor da humildade e da pobreza.

59E a outro disse Jesus: Segue-me: E êle lhe disse: Senhor, permite-me que vá eu primeiro enterrar a meu pai.[6]Segue-meOferecendo-se um para o seguir, Jesus o não admite. E quando outro se queria retirar, Jesus o detém em seu serviço.

60E Jesus lhe respondeu: Deixa que os mortos enterrem os seus mortos: E tu vai, e anuncia o Reino de Deus.

61E disse-lhe outro: Eu, Senhor, seguir-te-ei, mas dá-me licença que eu vá primeiro dispor dos bens que tenho em minha casa.

62Respondeu-lhe Jesus: Nenhum que mete a sua mão no arado, e olha para trás, é apto para o Reino de Deus.

Introdução

Autor. — S. Lucas era médico (Col 4, 14) e natural de Antioquia na Síria, segundo os testemunhos de Eusébio, Hist. Eccl. 3-4, Hieron. de Vir. ill. cap. 7. Parece que era grego de nascimento: Eusébio, Comment. in Luc. Collect. Nov. p. 149, e Sedúlio diz em confirmação desta hipótese: Hic Lucas primitus Apostolorum discipulus, postea Paulum magistrum gentium quasi gentilis et virgo virginem secutus fuerat. O próprio nome Lucas pode ser uma abreviatura de Lucanus. O que é certo é que S. Lucas se exprime muito melhor em grego do que os outros hagiógrafos do Novo Testamento, e também se sabe que a Igreja de Antioquia era primitivamente composta na quase totalidade de gregos, o que tudo confirma a opinião supra indicada.

Não sabemos quando nem como S. Lucas se converteu ao Cristianismo, Valroger, Introduction historique et critique aux livres du Nouveau Testament, t. 2, § 13, p. 74. Segundo tôdas as aparências, professou o cristianismo em Antioquia, onde travou relações com S. Barnabé e S. Paulo e depois com S. Pedro. Quando nos Atos dos Apóstolos 16, 10, se refere a S. Paulo fala do Príncipe dos Apóstolos como dum antigo conhecido, o que não acontece a respeito de Timóteo, At 16, 1. Acompanha S. Paulo de Tróade para Filipos, na Macedônia, onde ficou, enquanto que o Apóstolo se dirigia para a Grécia com os seus companheiros. Estêve bastante tempo ausente de S. Paulo, a quem depois seguiu para o Oriente, voltando à Itália, permanecendo ambos em Roma durante dois anos.

Durante êste último lapso de tempo, S. Paulo fala dêle duas vezes nas suas Epístolas (Col 6, 14; Flm 24). Na 2.ª Epístola a Timóteo (4, 11), diz que S. Lucas tinha ficado em sua companhia. Abandonou depois Roma e veio a morrer na Acaia com setenta e quatro anos. Sedúlio Argum. in Luc. 5, 11. As suas relíquias foram transportadas para Constantinopla, no vigésimo ano do reinado de Constâncio, 357. S. Gregório Nazianzeno conta-o entre os mártires. Orat. 6 e 69. Cfr. Act. Sanct. die 18 oct.

Data. — Todos os autores eclesiásticos, exceto Clemente de Alexandria, atestam que êste Evangelho apareceu depois do de S. Marcos. O próprio S. Lucas confessa que não é o primeiro que tentou escrever a vida de Jesus Cristo, Lc c. 1. Sabe-se também que publicou o seu Evangelho antes de escrever os Atos dos Apóstolos, At 1, 1. Ora o livro dos Atos terminou no ano 62 ou 63, em que acaba bruscamente.

Fim. — A idéia de escrever êste Evangelho foi sugerida a S. Lucas, pelas lacunas que se encontram nos dois Evangelhos precedentes, procurando dar ao seu trabalho uma ordem mais rigorosa, e fortificar nos seus leitores a convicção das coisas anunciadas. S. Lucas, escrevendo para os gentios — Evangelium graecis scripsit, como diz S. Jerônimo — trata de pôr ante os olhos dêstes tudo quanto lhes podia interessar ou comover, como o perdão ao filho pródigo e à pecadora, a preferência dada ao publicano sôbre o fariseu e ao samaritano sôbre o próprio levita. S. Mateus apresentara Jesus aos hebreus como Messias, e S. Marcos aos romanos como Filho de Deus; S. Lucas apresenta-O aos gregos, isto é, a todos os povos civilizados, como o Salvador de todo o gênero humano.

Estilo. — É o livro mais cuidado do Novo Testamento, tendo muita analogia com o livro dos Atos. A linguagem é correta, as imagens vivas, os têrmos escolhidos, havendo mesmo o emprêgo frequente de palavras diletas do autor, tocantes, afetuosas, cheias de delicadeza; períodos que se destacam pela simplicidade e harmonia, etc. Jesus Cristo é chamado o Senhor, e preconiza-se a confiança no Salvador como meio indispensável para se obter a salvação. Há uma circunstância notável neste livro e que deriva da profissão do autor. No presente Evangelho, S. Lucas descreve as doenças curadas por Jesus Cristo com muita precisão, e com a terminologia adequada, vigente na época. Além disso o seu trabalho reveste a forma histórica. Começa por um prólogo, e por uma dedicatória a um Teófilo, cristão de Roma ou de Acaia, como era uso entre os gregos. Vai buscar o início dos fatos evangélicos, segue a sua narração até ao fim, concatenando os acontecimentos e observando a ordem cronológica. É êste o único que menciona os setenta e dois discípulos que, ao mesmo tempo que revela a precisão histórica do autor, faz supor que êle pertenceu a êsse corpo.

Notam-se-lhe alguns hebraísmos, é certo, mas os que apresenta têm certa correção, sendo sem dúvida alguma o mais correto dos Evangelistas.

Divisão. — Podem distinguir-se neste Evangelho quatro partes e um prólogo.

Prólogo — cap. 1, 1-4.

Primeira parte: Infância e juventude de Jesus Cristo, cap. 1, 5 — 4, 13.

Segunda parte: Preparação na Galiléia, 4, 14 — 9, 50.

Terceira parte: Viagem da Galiléia a Jerusalém, 9, 51 — 18, 30.

Quarta parte: Últimos mistérios, 18, 31 — 24.

Autenticidade do Evangelho de S. Lucas. — Prova-se com vários argumentos extrínsecos e intrínsecos.

I — Argumentos extrínsecos: 1.° Testemunhos formais da antiguidade: O catálogo de Muratori apresenta-nos um testemunho indiscutível do século II: "O terceiro livro do Evangelho segundo S. Lucas. Êste Lucas, médico, que S. Paulo, depois da Ascensão do Senhor, associou aos seus trabalhos, escreveu no seu próprio nome, seguindo as idéias de S. Paulo. Todavia êle não viu o Senhor em carne, e por isso conta os fatos pelo modo como pôde dêles ter conhecimento". Tertuliano censura Marcião por ter alterado o Evangelho de S. Lucas, que foi recebido por tôdas as Igrejas. Reivindica em favor dêste escrito a própria autoridade dos Apóstolos; Adv. Marcion. IV, 5. S. Irineu reproduz a mesma opinião, e ao cabo duma análise minuciosa conclui dizendo que corresponde aos antecedentes. Clemente de Alexandria invoca, em prova duma das suas asserções, o Evangelho segundo S. Lucas. S. Tron. F. 21.

2.° Testemunhos indiretos: Todos os antigos manuscritos e tôdas as antigas versões dão ao terceiro Evangelho a inscrição — segundo S. Lucas. S. Justino, do segundo século, narra a Anunciação e o Nascimento de Jesus parafraseando S. Lucas, cujas palavras também reproduz a propósito da Instituição da Eucaristia. A carta da Igreja de Viena, documento do mesmo tempo, aplica aos seus mártires as palavras que S. Lucas dirigia a Zacarias. Os próprios gnósticos apropriam-se de palavras dêste Evangelho, como Basílides a propósito da saudação de S. Gabriel à SS. Virgem; Valentim, falando de S. Irineu, emprega textos que só se encontram em S. Lucas, e finalmente Marcião, rejeitando os outros Evangelhos, admitia sòmente o de S. Lucas, fazendo-lhe mutilações e interpolações. Celso compara textos de S. Lucas com os dos outros Evangelhos, para deduzir as considerações que lhe apraz, mas mostra, como as citações precedentes, que no segundo século o Evangelho de S. Lucas era universalmente recebido como livro sagrado.

II — Argumentos intrínsecos. — Analisando o terceiro Evangelho, descobrem-se nêle indícios claros da influência de S. Paulo, que correspondem à tradição; segundo a qual S. Lucas foi discípulo do grande Apóstolo das gentes, e se propôs reproduzir nos seus escritos os ensinamentos de tão grande mestre. Primeiramente, segundo nota Corluy, há entre o terceiro Evangelho e as Epístolas de S. Paulo uma certa concordância digna de nota. Muitas expressões comuns a S. Lucas e S. Paulo não aparecem nas obras dos demais escritores do Novo Testamento. As palavras da instituição da SS. Eucaristia são referidas do mesmo modo por S. Paulo na I Epístola aos Cor 11, 24. 25, etc.

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