Pe. Figueiredo (1950)

Capítulo 12

O fermento dos fariseus. Quem é o de quem devemos ter mêdo. Blasfêmia contra o Espírito Santo. Conforta Jesus Cristo os seus Apóstolos contra as perseguições. Escusa-se de fazer partilhas entre dois irmãos. O rico que depois de ajuntar muitos cabedais, morre quando menos o cuida. Não nos devemos inquietar por causa das necessidades desta vida. Qual é o dispenseiro fiel. Jesus vindo ao mundo a lançar fogo, e a fazer separações. Repreende os judeus por não conhecerem o tempo da graça. Que cada um deve compor-se com o que lhe é parte.

1E como se tivessem ajuntado à roda de Jesus muitas gentes, de sorte que uns a outros se atropelavam, começou êle a dizer a seus discípulos: Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.[1]Muitas gentesO grego: "Nisto, tendo-se ajuntado milhares de gente". Myrias significa o número de dez mil, e ainda que pareça figurada esta expressão, serve para nos dar a entender, que concorreu um crescido número de povo a ouvir a Jesus Cristo.

2Porque nenhuma coisa há oculta, que não venha a descobrir-se: E nenhuma há escondida, que não venha a saber-se.

3Porque as coisas que dissestes nas trevas, às claras serão ditas, e o que falastes ao ouvido no gabinete, será apregoado sôbre os telhados.

4A vós outros pois, amigos meus, vos digo: Que não tenhais mêdo daqueles que matam o corpo, e depois disto não têm mais que fazer.

5Mas eu vos mostrarei a quem haveis de temer: Temei aquêle que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno: Sim eu vo-lo digo, temei a êste.

6Não se vendem cinco pardais por dois réis, e nem um dêles só está em esquecimento diante de Deus?

7E até os cabelos da vossa cabeça, todos estão contados. Pois não temais: Porque de maior valia sois vós outros que muitos pardais.

8Ora, eu vos declaro: Que todo o que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará ante os anjos de Deus.

9O que porém me negar diante dos homens, também será negado na presença dos anjos de Deus.

10E todo o que proferir uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á dado perdão: Mas àquele que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado.[2]Não lhe será isso perdoadoPorque morrerá na impenitência final; a Igreja tem o poder de perdoar os pecados aos que estão arrependidos e voltados para Deus.

11Mas quando vos levarem às sinagogas, e perante os magistrados, e potestades, não estejais com cuidado, ou de que modo respondereis, ou que direis.

12Porque o Espírito Santo vos ensinará na mesma hora o que for conveniente que vós digais.

13Então lhe disse um homem da plebe: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo da herança.

14Porém Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu a mim juiz, ou partidor sôbre vós outros?[3]JuizJesus era juiz de todo o mundo, mas nem sempre quis exercer êste múnus. Todavia experimentava a fé dos que lhe pediam alguma coisa.

15Depois lhes disse: Guardai-vos, e acautelai-vos de tôda a avareza: Porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui.

16Sôbre o que lhes propôs esta parábola, dizendo: O campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos:

17E êle revolvia dentro de si êstes pensamentos, dizendo: Que farei, que não tenho onde recolher os meus frutos?

18E disse: Farei isto: Derribarei os meus celeiros, e fá-los-ei maiores. E nêles recolherei tôdas as minhas novidades, e os meus bens.

19E direi à minha alma: Alma minha, tu tens muitos bens em depósito para largos anos: Descansa, come, bebe, regala-te.

20Mas Deus disse a êste homem: Néscio, esta noite te virão demandar a tua alma: E as coisas que tu ajuntaste, para quem serão?

21Assim é o que entesoura para si, e não é rico para Deus.

22E disse a seus discípulos: Portanto vos digo: Não andeis solícitos para a vossa vida, com que a sustentareis: Nem para o corpo com que o vestireis.

23A vida vale mais do que o sustento, e o corpo mais do que o vestido.

24Olhai para os corvos que não semeiam, nem segam, nem têm dispensa, nem celeiro, e Deus contudo os sustenta. Quanto mais consideráveis sois vós do que êles?

25Mas qual de vós, por mais voltas que dê ao entendimento, pode acrescentar um côvado à sua estatura?

26Se vós pois não podeis as coisas que são mínimas, por que estais em cuidado sôbre as outras?

27Olhai como crescem as açucenas: Elas não trabalham, nem fiam: E contudo eu vos afirmo que nem Salomão em tôda a sua glória se vestia como uma delas.

28Se pois o feno, que hoje está no campo, e que amanhã se lança no forno, Deus o veste assim, quanto mais a vós, homens de pouquíssima fé?

29Vós pois não vos inquieteis com o que haveis de comer, ou beber: E não andeis com o espírito suspenso:[4]E não andeisNão andeis desconfiados da Divina Providência, ou não façais discursos no ar. Os meteoros são coisas que estão na região do ar. E assim o Senhor quer dar a entender que não observemos com desassossêgo a disposição dos astros, do Céu e do ar, mudando de côr, quando prognosticam carestia, ou também quer dizer-nos, que cheios de aflição, e duvidando da Divina Providência, não levantemos ao Céu os olhos, como fazem os que se acham na maior tribulação e cuidado, pôsto que o Senhor jamais abandonou ao justo, nem deixou que seus filhos buscassem pão, Sl 36, 25.

30Porque as gentes do mundo são as que buscam tôdas estas coisas. E vosso Pai bem sabe que as haveis mister.

31Buscai logo primeiro o Reino de Deus e a sua justiça: E em cima dar-se-vos-ão tôdas estas coisas como acessórias.

32Não temais, ó pequenino rebanho, pois que foi do agrado do vosso Pai dar-vos o seu Reino.

33Vendei o que possuís, e dai-o em esmolas. Provei-vos de bôlsas que se não gastam com o tempo, ajuntai nos Céus um tesouro que não acaba: Onde não chega o ladrão e ao qual não rói a traça.

34Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

35Estejam cingidos os vossos lombos, e nas vossas mãos tochas acesas.[5]Estejam cingidosEm os mandar cingir, alude Jesus Cristo aos hábitos dos povos do Oriente, que costumavam ser muito compridos, e insinua ao mesmo tempo a diligência e atividade com que seus discípulos haviam de exercer o ministério da pregação evangélica. Em cingir pelos lombos, significa a continência que devem guardar. — Calmet.

36E sêde vós outros semelhantes aos homens que esperam a seu Senhor, ao voltar das bodas: Para que, quando vier, e bater à porta, logo lha abram.

37Bem-aventurados aquêles servos, a quem o Senhor achar vigiando quando vier: Na verdade vos digo, que êle se cingirá, e os fará sentar à mesa, e passando por entre êles, os servirá.

38E se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e assim os achar, bem-aventurados são os tais servos.

39Mas sabei isto, que se o pai de família soubesse a hora em que viria o ladrão, vigiaria sem dúvida, e não deixaria minar a sua casa.

40Vós outros, pois, estai apercebidos: porque à hora que não cuidais, virá o Filho do homem.

41Disse-lhe então Pedro: Senhor, tu propões esta parábola respectiva só a nós outros: Ou também a todos?

42E o Senhor lhe disse: Quem crês que é o dispenseiro fiel, e prudente, que pôs o Senhor sôbre a sua família para dar a cada um a seu tempo a ração de trigo?

43Bem-aventurado aquêle servo que quando o Senhor vier, o achar assim obrando.

44Verdadeiramente vos digo, que êle o constituirá administrador de tudo quanto possui.

45Porém se disser o tal servo no seu coração: Meu Senhor tarda em vir: E começar a espancar os servos, e as criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se:

46Virá o Senhor daquele servo no dia em que êle o não espera, e na hora em que êle não cuida, e removê-lo-á e pô-lo-á à parte com os infiéis.

47Porque aquêle servo, que soube a vontade do seu Senhor, e não se apercebeu, e não obrou conforme a sua vontade, dar-se-lhe-ão muitos açoites:

48Mas aquêle que não a soube e fez coisas dignas de castigo, levará poucos açoites. Porque a todo aquêle, a quem muito foi dado, muito lhe será pedido: E ao que muito confiaram, mais conta lhe tomarão.

49Eu vim trazer fogo à terra, e que quero eu senão que êle se acenda?[6]E que queroO grego: "E que quero se já está incendido." Por êste fogo entendem muitos Padres o Espírito Santo, ou a Caridade, e o amor do Divino amor. Outros a pregação Evangélica. Tertuliano, a quem seguem muitos intérpretes, o entende das perseguições e aflições que haviam de padecer os seguidores de Jesus Cristo; e esta exposição parece mais conforme ao sentido do versículo seguinte, em que o Senhor explica os grandes desejos que tinha de beber o cálice da sua Paixão, que chama batismo, para alentar com o seu exemplo a todos os Cristãos, a que padecessem pelo seu amor. Jesus trouxe o fogo do amor divino, os seus discípulos passarão pelo fogo da perseguição.

50Eu pois tenho de ser batizado num batismo: E quão grande não é a minha angústia, até que êle se conclua?

51Vós cuidais que eu vim trazer paz à terra? Não, vos digo eu, mas separação:

52Porque de hoje em diante haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três:

53Estarão divididas: O pai contra o filho, e o filho contra o seu pai, a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe, a sogra contra a sua nora, e a nora contra a sua sogra.

54E dizia também ao povo: Quando vós tendes visto aparecer uma nuvem da parte do poente, logo dizeis: Aí vem tempestade: E assim sucede:

55E quando vêdes assoprar o vento do meio-dia, dizeis: Há de haver calma. E vem a calma.

56Hipócritas, sabeis distinguir os aspectos do Céu, e da terra, pois como não sabeis reconhecer o tempo presente?

57E por que não julgais ainda por vós mesmos o que é justo?

58Ora quando tu fores com o teu contrário ao príncipe, faze o possível por te livrares dêle no caminho, para que não suceda que te leve ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te meta na cadeia.

59Digo-te, que não sairás dali, enquanto não pagares até o último ceitil.

Introdução

Autor. — S. Lucas era médico (Col 4, 14) e natural de Antioquia na Síria, segundo os testemunhos de Eusébio, Hist. Eccl. 3-4, Hieron. de Vir. ill. cap. 7. Parece que era grego de nascimento: Eusébio, Comment. in Luc. Collect. Nov. p. 149, e Sedúlio diz em confirmação desta hipótese: Hic Lucas primitus Apostolorum discipulus, postea Paulum magistrum gentium quasi gentilis et virgo virginem secutus fuerat. O próprio nome Lucas pode ser uma abreviatura de Lucanus. O que é certo é que S. Lucas se exprime muito melhor em grego do que os outros hagiógrafos do Novo Testamento, e também se sabe que a Igreja de Antioquia era primitivamente composta na quase totalidade de gregos, o que tudo confirma a opinião supra indicada.

Não sabemos quando nem como S. Lucas se converteu ao Cristianismo, Valroger, Introduction historique et critique aux livres du Nouveau Testament, t. 2, § 13, p. 74. Segundo tôdas as aparências, professou o cristianismo em Antioquia, onde travou relações com S. Barnabé e S. Paulo e depois com S. Pedro. Quando nos Atos dos Apóstolos 16, 10, se refere a S. Paulo fala do Príncipe dos Apóstolos como dum antigo conhecido, o que não acontece a respeito de Timóteo, At 16, 1. Acompanha S. Paulo de Tróade para Filipos, na Macedônia, onde ficou, enquanto que o Apóstolo se dirigia para a Grécia com os seus companheiros. Estêve bastante tempo ausente de S. Paulo, a quem depois seguiu para o Oriente, voltando à Itália, permanecendo ambos em Roma durante dois anos.

Durante êste último lapso de tempo, S. Paulo fala dêle duas vezes nas suas Epístolas (Col 6, 14; Flm 24). Na 2.ª Epístola a Timóteo (4, 11), diz que S. Lucas tinha ficado em sua companhia. Abandonou depois Roma e veio a morrer na Acaia com setenta e quatro anos. Sedúlio Argum. in Luc. 5, 11. As suas relíquias foram transportadas para Constantinopla, no vigésimo ano do reinado de Constâncio, 357. S. Gregório Nazianzeno conta-o entre os mártires. Orat. 6 e 69. Cfr. Act. Sanct. die 18 oct.

Data. — Todos os autores eclesiásticos, exceto Clemente de Alexandria, atestam que êste Evangelho apareceu depois do de S. Marcos. O próprio S. Lucas confessa que não é o primeiro que tentou escrever a vida de Jesus Cristo, Lc c. 1. Sabe-se também que publicou o seu Evangelho antes de escrever os Atos dos Apóstolos, At 1, 1. Ora o livro dos Atos terminou no ano 62 ou 63, em que acaba bruscamente.

Fim. — A idéia de escrever êste Evangelho foi sugerida a S. Lucas, pelas lacunas que se encontram nos dois Evangelhos precedentes, procurando dar ao seu trabalho uma ordem mais rigorosa, e fortificar nos seus leitores a convicção das coisas anunciadas. S. Lucas, escrevendo para os gentios — Evangelium graecis scripsit, como diz S. Jerônimo — trata de pôr ante os olhos dêstes tudo quanto lhes podia interessar ou comover, como o perdão ao filho pródigo e à pecadora, a preferência dada ao publicano sôbre o fariseu e ao samaritano sôbre o próprio levita. S. Mateus apresentara Jesus aos hebreus como Messias, e S. Marcos aos romanos como Filho de Deus; S. Lucas apresenta-O aos gregos, isto é, a todos os povos civilizados, como o Salvador de todo o gênero humano.

Estilo. — É o livro mais cuidado do Novo Testamento, tendo muita analogia com o livro dos Atos. A linguagem é correta, as imagens vivas, os têrmos escolhidos, havendo mesmo o emprêgo frequente de palavras diletas do autor, tocantes, afetuosas, cheias de delicadeza; períodos que se destacam pela simplicidade e harmonia, etc. Jesus Cristo é chamado o Senhor, e preconiza-se a confiança no Salvador como meio indispensável para se obter a salvação. Há uma circunstância notável neste livro e que deriva da profissão do autor. No presente Evangelho, S. Lucas descreve as doenças curadas por Jesus Cristo com muita precisão, e com a terminologia adequada, vigente na época. Além disso o seu trabalho reveste a forma histórica. Começa por um prólogo, e por uma dedicatória a um Teófilo, cristão de Roma ou de Acaia, como era uso entre os gregos. Vai buscar o início dos fatos evangélicos, segue a sua narração até ao fim, concatenando os acontecimentos e observando a ordem cronológica. É êste o único que menciona os setenta e dois discípulos que, ao mesmo tempo que revela a precisão histórica do autor, faz supor que êle pertenceu a êsse corpo.

Notam-se-lhe alguns hebraísmos, é certo, mas os que apresenta têm certa correção, sendo sem dúvida alguma o mais correto dos Evangelistas.

Divisão. — Podem distinguir-se neste Evangelho quatro partes e um prólogo.

Prólogo — cap. 1, 1-4.

Primeira parte: Infância e juventude de Jesus Cristo, cap. 1, 5 — 4, 13.

Segunda parte: Preparação na Galiléia, 4, 14 — 9, 50.

Terceira parte: Viagem da Galiléia a Jerusalém, 9, 51 — 18, 30.

Quarta parte: Últimos mistérios, 18, 31 — 24.

Autenticidade do Evangelho de S. Lucas. — Prova-se com vários argumentos extrínsecos e intrínsecos.

I — Argumentos extrínsecos: 1.° Testemunhos formais da antiguidade: O catálogo de Muratori apresenta-nos um testemunho indiscutível do século II: "O terceiro livro do Evangelho segundo S. Lucas. Êste Lucas, médico, que S. Paulo, depois da Ascensão do Senhor, associou aos seus trabalhos, escreveu no seu próprio nome, seguindo as idéias de S. Paulo. Todavia êle não viu o Senhor em carne, e por isso conta os fatos pelo modo como pôde dêles ter conhecimento". Tertuliano censura Marcião por ter alterado o Evangelho de S. Lucas, que foi recebido por tôdas as Igrejas. Reivindica em favor dêste escrito a própria autoridade dos Apóstolos; Adv. Marcion. IV, 5. S. Irineu reproduz a mesma opinião, e ao cabo duma análise minuciosa conclui dizendo que corresponde aos antecedentes. Clemente de Alexandria invoca, em prova duma das suas asserções, o Evangelho segundo S. Lucas. S. Tron. F. 21.

2.° Testemunhos indiretos: Todos os antigos manuscritos e tôdas as antigas versões dão ao terceiro Evangelho a inscrição — segundo S. Lucas. S. Justino, do segundo século, narra a Anunciação e o Nascimento de Jesus parafraseando S. Lucas, cujas palavras também reproduz a propósito da Instituição da Eucaristia. A carta da Igreja de Viena, documento do mesmo tempo, aplica aos seus mártires as palavras que S. Lucas dirigia a Zacarias. Os próprios gnósticos apropriam-se de palavras dêste Evangelho, como Basílides a propósito da saudação de S. Gabriel à SS. Virgem; Valentim, falando de S. Irineu, emprega textos que só se encontram em S. Lucas, e finalmente Marcião, rejeitando os outros Evangelhos, admitia sòmente o de S. Lucas, fazendo-lhe mutilações e interpolações. Celso compara textos de S. Lucas com os dos outros Evangelhos, para deduzir as considerações que lhe apraz, mas mostra, como as citações precedentes, que no segundo século o Evangelho de S. Lucas era universalmente recebido como livro sagrado.

II — Argumentos intrínsecos. — Analisando o terceiro Evangelho, descobrem-se nêle indícios claros da influência de S. Paulo, que correspondem à tradição; segundo a qual S. Lucas foi discípulo do grande Apóstolo das gentes, e se propôs reproduzir nos seus escritos os ensinamentos de tão grande mestre. Primeiramente, segundo nota Corluy, há entre o terceiro Evangelho e as Epístolas de S. Paulo uma certa concordância digna de nota. Muitas expressões comuns a S. Lucas e S. Paulo não aparecem nas obras dos demais escritores do Novo Testamento. As palavras da instituição da SS. Eucaristia são referidas do mesmo modo por S. Paulo na I Epístola aos Cor 11, 24. 25, etc.

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