Pe. Figueiredo (1950)

Capítulo 23

Devem-se crer, mas não imitar os maus pastores. Faz Jesus Cristo uma larga e forte invectiva contra os vícios dos fariseus. Em perseguirem a Jesus Cristo, imitam êles a perversidade de seus maiores. O templo virá a ficar deserto.

1Então falou Jesus às turbas, e aos seus discípulos,

2dizendo: Sôbre a cadeira de Moisés se assentaram os escribas, e os fariseus.[1]SOBRE A CADEIRAIsto é: em razão da sua dignidade, têm legítima autoridade para ensinar e para interpretar a lei. Os doutores liam em pé a lei, ou os profetas, e se assentavam quando os explicavam ao povo. Chama-se cadeira de Moisés, porque estava destinada para nela se ensinar a lei de Moisés.

3Observai pois, e fazei tudo quanto êles vos disserem: Porém não obreis segundo a prática das suas ações: Porque dizem, e não fazem.

4Porque atam cargas pesadas, e incomportáveis e as põem sôbre os ombros dos homens: Mas nem com seu dedo as querem mover.[2]ATAM CARGAS PESADASQuer dizer, que os fariseus usando com os outros de um rigor excessivo, obrigavam os homens de observar uma infinidade de tradições onerosas; ao mesmo tempo que êles praticando consigo mesmos uma delicadeza, que custava a entender, de tudo se eximiam. — Sacy. Dêste parecer eram os jansenistas.

5E fazem tôdas as suas obras, para serem vistos dos homens: Por isso trazem as suas largas tiras de pergaminho, e grandes franjas.[3]LARGAS TIRAS DE PERGAMINHOIsto significa o nome grego phylaterio, que a Vulgata conservou. Porque mandando Deus no Dt 6, 8, que trouxessem os judeus a sua lei sempre diante dos olhos, e nas mãos, para significar com isto que se não deviam nunca esquecer dela, antes sim estimá-la, como um preciosíssimo ornamento, os fariseus, que eram como os teólogos daquela nação, e cuja seita se tinha introduzido entre êles muito depois da morte dos santos macabeus, começaram a interpretar à letra as palavras da lei, e a persuadir com o seu exemplo, aos nacionais, que trouxessem cingidas na cabeça, e nos braços, umas tiras de pergaminho, em que se liam escritos vários lugares da mesma lei. E para se inculcarem a si mesmos por mais perfeitos observadores da lei, traziam os fariseus estas tiras muito largas, e até procuravam persuadir o povo ignorante, serem estas tiras escritas um grande amuleto, ou defensivo contra as doenças e malefícios. — Calmet.

E GRANDES FRANJAS — Eram estas franjas um ornato ordinário dos vestidos entre os judeus, do qual nem o mesmo Cristo se absteve de usar, segundo o que geralmente ordenara Moisés no livro dos Núm 15, 38. Eram de linho ou de lã azul, e punham-se nos quatro cantos das capas — Calmet.

6E gostam de ter nos banquetes os primeiros lugares, e nas sinagogas as primeiras cadeiras.[4]NAS SINAGOGASAs sinagogas generalizaram-se no tempo de Esdras, tornando-se muito numerosas na Palestina; o Talmude pretende que no primeiro ano da era cristã existiam quatrocentas e oitenta na cidade de Jerusalém. Gratz, Geschichte der Juden, 1.º, 3, p. 391. Espalhando-se os judeus espalharam-se também por todo o Império Romano as sinagogas, Neubaer, Studia Biblica, 885, p. 63. A sinagoga tinha uma forma retangular, de diversas dimensões. O pavimento era de mármore ou de pedra; entravam por uma das extremidades do retângulo; na oposta estava colocado num cofre um exemplar da lei, escrito em pergaminho finíssimo, coberto com uma custosa tapeçaria. Entre o cofre e a parede sentavam-se os anciãos nas chamadas primeiras cadeiras, a que se refere aqui o Evangelista e que eram os lugares de honra. Em frente deles estavam os assistentes, dum lado os homens, doutro as mulheres. A meio da sala havia uma cadeira, onde se explicava a lei e se comentavam os profetas. A expedição inglêsa que nestes últimos anos explorou cientificamente a Palestina, descobriu, especialmente na Galiléia, as ruínas de muitas sinagogas. A mais notável é a de Kep Birim, coeva de Jesus Cristo, cujas ruínas são as mais importantes, pois estão muito bem conservadas. The Survey of western Palestine Memoirs Galilee 1.º 1. Londres, 1881. As sinagogas da Galiléia ofereciam uma particularidade notável e curiosa: tinham colunas formando duas, três e quatro naves. Estas colunas eram pouco elevadas, muito juntas e os seus capitéis coríntios ou jônicos. A luz vinha das janelas abertas na fachada e na face posterior, e algumas vêzes nas paredes laterais. No exterior tinham ornatos diversos, símbolos e alusões a passagens dos Livros Santos, e um texto da sagrada Escritura, como se vê nos destroços que chegaram até nós e que os viajantes e arqueólogos têm cuidadosamente recolhido e estudado. Os judeus chamavam às sinagogas — bet hak-kennesset, a casa das reuniões. Junto à sinagoga havia em algumas uma casa de estudo, het han midras, distante da primeira, onde se reuniam e discutiam os intérpretes. Foi nestas casas de estudo que discutiam S. Estevão e S. Paulo. Cfr. Fonard, La vie de N. S. Jesus Christ, 1880, p. 22.

7E que os saudem na praça, e que os homens os chamem mestres.

8Mas vós não queirais ser chamados mestres: Porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos.

9E a ninguém chameis pai vosso sôbre a terra: Porque um só é o vosso Pai, que está nos Céus.

10Nem vos intituleis mestres: Porque um só é vosso Mestre, o Cristo.

11O que de entre vós é o maior, será o vosso servo.

12Porque aquele que se exaltar, será humilhado: E o que se humilhar, será exaltado.

13Mas ai de vós, escribas, e fariseus hipócritas: Que fechais o reino dos Céus diante dos homens: Pois nem vós entrais, nem aos que entrariam deixais entrar.

14Ai de vós, escribas, e fariseus hipócritas: Porque devorais as casas das viúvas, fazendo largas orações: Por isto levareis um juízo mais rigoroso.

15Ai de vós, escribas, e fariseus hipócritas: Porque rodeais o mar e a terra por fazerdes um prosélito: E depois de o terdes feito, o fazeis em dôbro mais digno do inferno do que vós.[5]O FAZEIS EM DÔBROPorque os fariseus com o seu mau exemplo, e perniciosas tradições, corrompiam a pureza da lei, e eram causas de que êstes novos convertidos, ou voltassem de novo à idolatria, ou, se permaneciam na religião judaica, fôssem mais corrompidos que os mesmos fariseus. Porque um discípulo que tem um mau mestre, sai pior que o seu mesmo mestre — S. João Crisóstomo.

16Ai de vós, condutores cegos, que dizeis: Todo o que jurar pelo Templo, isso não é nada: Mas o que jurar pelo ouro do Templo, fica obrigado ao que jurou.

17Estultos, e cegos: Pois qual é mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro?

18E todo o que jurar pelo Altar, isso não é nada; mas qualquer que jurar pela oferenda, que está sôbre êle, está obrigado ao que jurou.

19Cegos: pois qual é mais, a oferenda ou o Altar, que santifica a oferenda?

20Aquele pois que jura pelo Altar, jura por êle, e por tudo quanto sôbre êle está:

21E todo o que jurar pelo Templo, jura por êle, e pelo que habita nele:

22E o que jura pelo Céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está sentado nele.

23Ai de vós, escribas, e fariseus hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, e do endro, e do cominho, e haveis deixado as coisas, que são mais importantes da lei, a justiça, e a misericórdia, e a fé; estas coisas eram as que vós devíeis praticar, sem que entretanto omitísseis aquelas outras.[6]QUE PAGAIS O DÍZIMOEram mui exatos em pagar o dízimo de tôdas estas ervas, e coisas de pouco valor, ao mesmo tempo que não faziam caso do que havia mais importante na lei de Deus. S. Jerônimo translada êste lugar de outro modo mui diferente, porque diz, não que pagavam, senão que exigiam com o maior rigor o dízimo, ainda das coisas mais desprezíveis, por um efeito de avareza, e por relação aos seus próprios interêsses, pondo de parte a lei de Deus, de que cuidavam mui pouco. E isto é pròpriamente decimatis, exigis os dízimos.

24Condutores cegos, que coais um mosquito, e engulis um camelo.[7]QUE COAIS UM MOSQUITOProvérbio contra os que nas coisas nímimas são mui escrupulosos, e ao mesmo tempo nas grandes são relaxadíssimos. — Amelote.

25Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque limpais o que está por fora do copo, e do prato, e por dentro estais cheios de rapinas e imundícies.

26Fariseu cego, purifica primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.

27Ai de vós, escribas, e fariseus hipócritas: Porque sois semelhantes aos sepulcros branqueados, que parecem por fora formosos aos homens, e por dentro estão cheios de ossos de mortos, e de toda a asquerosidade:

28Assim também vós outros por fora vos mostrais na verdade justos aos homens: Mas por dentro estais cheios de hipocrisia, e iniquidade.

29Ai de vós, escribas, e fariseus hipócritas, que edificais os sepulcros dos profetas, e adornais os monumentos dos justos,

30e dizeis: Se nós houvéramos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus companheiros no sangue dos profetas.[8]NO SANGUE DOS PROFETASComo se lhes dissera: Ai de vós outros desgraçados! pois quando fazeis ostentação dêstes sepulcros, que levantais aos profetas, e vos lisonjeais de que se tivésseis vivido nos dias de vossos pais, não teríeis tido parte no delito, que cometeram, tirando-lhes a vida; dais claramente a entender, que sois dignos filhos de tais pais, posto que no fundo não sois melhores do que êles, havendo concebido já no vosso coração o desígnio do mais enorme delito, que se executou, e se executará em todos os séculos, que é o Deicídio.

31E assim dais testemunho contra vós mesmos, de que sois filhos daqueles que mataram os profetas.

32Acabai vós pois de encher a medida de vossos pais.

33Serpentes, raça de víboras, como escapareis vós de serdes condenados ao inferno?

34Por isso eis aqui estou eu que vos envio profetas, e sábios, e escribas, e dêles matareis, e crucificareis a uns, e dêles açoutareis a outros nas vossas sinagogas, e os perseguireis de cidade em cidade.

35Para que venha sôbre vós todo o sangue dos justos, que se tem derramado sôbre a terra, desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem vós destes a morte entre o Templo e o Altar.[9]A QUEM VÓS DESTES A MORTES. Jerônimo diz que era o Santo Sacerdote, filho do pontífice Jojada, por outro nome Baraquias. Animado do espírito de Deus, repreendeu com grande zêlo aos israelitas, da abominação e idolatria que cometiam, e por isso o mataram às pedradas, entre o altar dos holocaustos, e o templo. Outros se persuadem, que é vaticínio da morte de Zacarias, filho de Baruc, antes que os romanos tomassem Jerusalém.

36Em verdade vos digo, que tôdas estas coisas virão a cair sôbre esta geração.

37Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados, quantas vezes quis eu ajuntar teus filhos, do modo que uma galinha recolhe debaixo das asas os seus pintos, e tu o não quiseste?[10]RECOLHE DEBAIXO DAS ASASCom esta comparação declara o Senhor a ternura do amor, com que tantas vezes os havia chamado, e abrigado, e a sua ingratidão, e desconhecimento, depois de tão grande cuidado, e paternal afeto. — Santo Hilário.

38Eis aí vos ficará deserta a vossa casa.

39Porque eu vos declaro que desde agora não me tornareis a ver até que digais: Bendito seja o que vem em nome do Senhor.

Introdução

Origem dêste Evangelho. — O autor do primeiro Evangelho é o apóstolo S. Mateus. A tradição universal e constante na Igreja confere-lhe a prioridade cronológica. Eusébio Hist. Ecl., 3, 24; S. Irineu, 3, 1; S. Agostinho, de Consensu Evang.

Autor. — S. Mateus aparece na lista dos Apóstolos, com o sobrenome grego, o telones, Mt 10, 13; Mc 3, 18; Lc 6, 15. É chamado filho de Alfeu, sob o nome de Levi, Mc 2, 14; Lc 5, 25, que foi o seu primitivo nome, ligado à primeira fase da sua vida, pois só depois da vocação tomou o nome de Mateus, que quer dizer: dom de Deus. Habitou em Cafarnaum, cidade então notável pelo seu movimento comercial.

Ocupava-se Mateus no cargo de cobrador de impostos. É o sétimo na ordem da vocação. Dos seus dados biográficos pouco sabemos, pois o Evangelho não os apresenta; apenas sabemos pela tradição que apostolizou durante doze anos na Palestina. Apolônio, cit. por Eusébio Hist. Ecl. e Clemente de Alexandria Strom., 6, 15, p. 804. Depois para sudoeste, sendo martirizado na Etiópia, onde pregou o Evangelho.

Tempo. — Não é fácil precisar com rigor a data da composição do Evangelho de S. Mateus. Foi escrito antes da dispersão dos Apóstolos, o que teve lugar antes do ano 42, ou entre 45 e 48 como afirma Vigouroux. Manuel Biblique. A Crônica Alexandrina indica que foi composto entre o oitavo e décimo quinto ano depois da ascensão de Jesus.

Língua. — S. Mateus escreveu o Evangelho para uso dos Cristãos da Judéia, e conseguintemente em língua que êles sem esfôrço compreendessem, o idioma materno, o hebreu, ou melhor, o aramaico. Hebraeos Hebraice scripsit.Frase reportada com OCR parcialmente ilegível no PDF; texto reconstruído com base na tradição patrística (Papias, Panteno, Orígenes, Eusébio, Cirilo de Jerusalém). Todos concordam neste ponto. O que foi admitido sem discussão até ao século XVI, em que Erasmo de Roterdão apresentou as primeiras dúvidas, suscitando-se depois discussões entrando na luta vários exegetas, Tomás Vio, o cardeal Caetano, Calvino, etc. Hoje é geralmente admitido que S. Mateus escreveu em aramaico.

Caráter do Evangelho de S. Mateus. — O Evangelho de S. Mateus não é uma história propriamente dita, nem mesmo uma biografia no sentido rigoroso do têrmo. É um esbôço da vida de Jesus, e um sumário de uma pregação. O autor não atende nem à ordem cronológica nem à ordem lógica, pois nas circunstâncias nem agrupa os fatos, nem os discursos consoante as suas analogias. O seu escopo é demonstrar que Jesus é o Messias prometido ao povo escolhido e por conseguinte que era necessário acreditar na sua palavra, aceitar as suas máximas, entrar na sua Igreja e obedecer às suas leis. Assinala na pessoa de Jesus as características de legislador, taumaturgo, profeta, rei e sumo sacerdote. Refere todos êstes pontos à vista das profecias e diz: Tunc adimpletum est... Ut adimpleretur... Sicut Scriptum est.

As características dêste Evangelho estão perfeitamente de acôrdo com o testemunho da tradição.

1.° O autor era judeu de nascimento. As suas frequentes citações indicam um homem versado no estudo do Antigo Testamento e na leitura dos Profetas. A sua linguagem revela uma educação judaica e o hábito constante de falar a língua do seu país. Segundo êle, a casa de Israel é sempre a Casa de Deus; Jerusalém, a Cidade Santa; o templo, o lugar santo. Os hebraísmos, as aposições paralélicas, características da poesia hebraica, superabundam. E finalmente a descrição rigorosa do aspecto da Galiléia, esclarecimentos topográficos e etnográficos abundantíssimos, revelam o conhecimento da fauna, da flora, da posição geográfica, do modo de pensar e do viver daquele povo, que só podia ter um natural; e esta qualidade revela-se no uso das parábolas, das comparações e imagens, que a cada passo se encontram no Evangelho de S. Mateus.

2.° Foi testemunha presencial dos fatos que narra. Isto mesmo se infere da precisão com que relata os mais insignificantes pormenores da vida de Jesus, principalmente reproduzindo na íntegra os discursos pronunciados pelo Divino Mestre, sem indicar nenhuma outra fonte. É certo que as narrações de S. Marcos são mais circunstanciadas, e que S. Lucas é mais rigoroso na ordem cronológica, mas é preciso ter em vista o escopo de S. Mateus. Êste Evangelista reproduz os discursos de Jesus fielmente, porque os ouviu, senão tê-los-ia inventado, mas se o fizesse, nêle se encontraria alguma coisa que destoasse da divindade de Jesus, que aliás transparece evidentemente nas palavras recolhidas neste Evangelho.

3.° Escrevia para compatriotas, isto é, para os judeus da Palestina, convertidos ao Cristianismo. Se escrevesse para os gentios seguiria outros processos, enveredaria por outro caminho; não tinha necessidade de insistir tanto na Lei Antiga. A leitura do Evangelho de S. Mateus convence-nos de que êle escrevia para os judeus, porque só êstes conheciam as prescrições legais, os vaticínios dos profetas; só êstes entendiam a genealogia do Redentor, só êstes percebiam o valor da frase 'filha de Davi'. De que servia falar aos estranhos na Cidade santa e no lugar santo? Para que falar aos gentios nos usos e leis dos judeus, e para que colocar aquêles no mesmo plano que os publicanos? O que queria indicar falando do livro da Sinagoga, senão que a Lei Mosaica cedia o lugar à Lei da Graça, e que dos destroços da lei ab-rogada devia erguer-se uma nova Igreja, Una, Santa e Universal?

Divisão do Evangelho de S. Mateus. — O Evangelho de S. Mateus compreende três partes, que abrangem os vinte e oito capítulos em que êle se reparte.

PRIMEIRA PARTE — Os primeiros anos da vida do Salvador, cc. 1-3. Jesus.

SEGUNDA PARTE — A pregação de Jesus, cc. 4-25, que se subdivide: a) Pregação na Galiléia, cc. 4-18: 1. Jesus legislador, cc. 4-7. 2. Jesus taumaturgo, cc. 8-18. b) Ministério público de Jesus, cc. 19-25: Jesus profeta, ensina, admoesta e prediz o futuro.

TERCEIRA PARTE — Últimos tempos de Jesus, cc. 26-28: Jesus sacerdote e vítima, no sacrifício do Calvário; a ressurreição e a ascensão.

NOTA — Conquanto sigamos a tradução do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, edição aprovada pelo Exmo. Patriarca D. Guilherme, teremos sempre presente a versão de Glaire, aprovada pela Santa Sé, depois de exame cuidadoso do S. Index.

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