Pe. Figueiredo (1950)

Capítulo 2

ORDEM DO ACAMPAMENTO DAS DOZE TRIBOS.

1Falou mais o Senhor a Moisés, c a Aarão, dizendo: d )

2Os filhos de Israel acampar-se-ão ao redor do ta bernáculo do testemunho, divididos eni turmas, cada uma debaixo das insígnias e dos estandartes das suas fam í lias, e das suas casas.[1]DIVIDIDOS EM TURMASAs doze tribos dividir-se- -iam em quatro turmas, compostas de três tribos cada uma, por esta ordem: l.a turmn, acampava ao oriente do tabernáculo e com- punha-se das tribos de Judá, Issacar e Zabulon — efetivo, 186.400 guerreiros. (Vv. 3-9.) 2.* .turmn, acampava ao sul do tabernáculo, compunha-se das tribos de Rúben, Simeão e Gad, formando um efetivo de 151.450 homens. (Vv. 10-16.) 3.* turma, acampava a oeste do tabérnáculo, formada pelas tribos de Efraim, Manassés c Benjamim, compreendia um efetivo de 108.100 guerreiros. (Vv. 18-24.) 4.» turma, acampava ao norte do tabernáculo, composta pelas tribos de Dan, Aser e Neftali, formando a totalidade de 157.600 homens. (Vv. 25-31.)

3Judá arm ará as suas tendas ao Oriente, dividida tôda a tribo em turm as: Naasson, filho de Aminadab, será o príncipe desta tribo.[2]AO ORIENTE■ Era o pôsto de honra, e por isso era ocupado pela tribo de Judá, que era acompanhada pelas de Issacar e Zabulon, pois que descendiam, como Judá, de Lia, mulher de Jacd. seis mil e quatrocentos. Eles serão os primeiros, que mar chem, cada um na sua turma.

4O número dos combatentes de Judá são setenta e quatro mil e seiscentos.

5A tribo de Issacar acampar-se-á ao pé de Judá: o seu príncipe é Natanael, filho de Suar:

6e o número dos seus combatentes são cinquenta e quatro mil e quatrocentos.

7Da tribo de Zabulon c príncipe Eliab, filho de Helon:

8e todo o corpo dos combatentes desta tribo são cinquenta e sete mil e quatrocentos.

9E todos os que foram contados como pertencen tes ao acampamento de Judá, montam a cento e oitenta e

10Os filhos de Rúben acampar-se-ão ao Meio-Dia: Elisur, filho de Sedeur, será o seu príncipe:

11e todo o corpo dos seus combatentes, de que se í k t a resenha, é de quarenta e seis mil e quinhentos.

12Os da tribo de Simeão acampar-se-ão ao pé de Rúben: o seu príncipe é Salamiel, filho de Surisadai:[3]SIMEÃO• Era, como Rúben, ÍIlho de Lia, (Gên. 29, 32 s) Gad era filho de Zelfa, escrava de Lia. (Gên 30, 9 ss.)

13e todo o corpo dos seus combatentes de que se fêz a resenha, é de cinquenta e nove mil e trezentos.

14Da tribo de Gad é príncipe Eliasaf, filho de Duel:

15e todo o corpo dos seus combatentes, de que se fêz a resenha, é de quarenta e cinco mil e seiscentos e cinquenta.

16Todos os que foram pois contados para serem do campo de Rúben, fazem o número de cento e cinquen ta e um.mil e quatrocentos e cinquenta, distintos por suas turmas. Êstes marcharão em segundo lugar.

17O tabernáculo do testemunho será levado pelo ministério dos levitas, que marcharão distintos pelas suas turmas. Do modo que o tabernáculo fôr levantado, dêsse mesmo será deposto: e os levitas marcharão cada um no seu lugar, e na sua fileira.

18Ao ocidente acampar-se-ão os filhos de Efraim, cujo príncipe é Elisama, filho de Amiud.

19Todo o corpo dos seus combatentes, de que se fêz a resenha, é de quarenta mil e quinhentos.

20Ao pé dêles estará a tribo dos filhos de Manassés, cujo príncipe é Gamaliel, filho de Fadassur:[4]A TRIBO DOS FILHOS DE MANASS jê SDescendia de José, como a de Efraim. Benjamim era, como José, o descendente de Raquel. (Gên 30, 23s; 35, 18.)

21e todo o corpo dos seus combatentes, de que se fêz a resenha, é de trinta e dois mil e duzentos.

22Da tribo dos filhos de Benjamim é príncipe Abidan, filho de Gedeão:

23e todo o corpo dos seus combatentes, de que se fêz a resenha;" são trinta e cinco mil e quatrocentos.

24Todos os que pois foram contados para serem do campo de Efraim, fazem o número de cento e oito mil e cem homens, distintos em suas turmas. Êstes mar charão em terceiro lugar.

25Da banda do norte acampar-se-ão os filhos de Dan, cujo príncipe é Àiezer, filho de Amisadai:

26e todo o corpo dos seus combatentes, de que se fêz a resenha, é de sessenta e dois mil e setecentos.

27Ao pé de Dan acampar-se-ão os da tribo de Ascrcujo príncipe é Fegiel, filho de Ocran:

28e todo o corpo dos seus combatentes, de que se fêz a resenha, é de quarenta e um mil e quinhentos.

29Da tribo dos filhos de Neitali é príncipe Aírafilho de Enan:

30e todo o corpo de seus combatentes são cinquen ta e três mil e quatrocentos.

31Todos os que foram contados pois no campo de Dan, fazem o número de cento e cinquenta e sete mil e seiscentos: e êstes marcharão em último lugar.

32Êste é o número dos filhos de Israel, divididos em diversas turmas, segundo as suas casas, e as suas famílias, seiscentos e três mil e quinhentos e cinquenta.

33Os levitas porém não foram contados entre os filhos de Israel: porque assim o tinha ordenado o Senhor a Moisés.

34E os filhos de Israel fizeram tudo o que o Se nhor tinha mandado. Êles se acamparam em diversas tur mas, e marcharam segundo a ordem das famílias, e das casas de seus pais.

O quarto livro do Pentateuco Mosaico é chamado em grego arithmoi, e em hebreu vayedabber, segundo S. Jerônimo, ou bamidbar, por ser esta a palavra inicial do texto hebraico. O nome de Números convém-lhe por indicar o número dos guerreiros de Israel, dos primogénitos e dos levitas. (Glaire, Introduction à l'Écriture Sainte.) Liga-se êste livro estreitamente ao Levítico, do qual é a continuação, da mesma maneira que o Levítico é o seguimento do Êxodo. No presente livro narra-se a história do povo hebreu desde a saída do Sinai, e contam-se os acontecimentos mais notáveis, que então se deram; as revoltas sucessivas dos israelitas e os castigos que ocasionaram, as leis promulgadas neste intervalo, e a conquista de parte da Palestina, situada a este do Jordão. Podemos, pois, considerar três partes: PRIMEIRA PARTE Preparativos para a partida do Sinai, 1-10. 1.° Recenseamento do povo; ordem do acampamento, 1; 2. — 2.° Recenseamento dos levitas, 3; 4. — 3.° Leis particulares, 5; 6. — 4.° Ofertas dos príncipes de Israel ao Tabernáculo, 7. — 5.° Consagração dos levitas, 8. — 6.° Celebração da Páscoa no Sinai, 9, 1-14. — 7.° A coluna do fogo e da nuvem; as trombetas para a marcha, 9,15; 10,10. — 8.° Partida do Sinai, 10,11-36. SEGUNDA PARTE Quedas e revoltas do povo no deserto, 11-19. 1.° Murmuração dos israelitas castigada pelo fogo mandado por Deus, 11. — 2.° Murmuração de Maria e de Aarão contra Moisés; castigo de Maria, 12. — 3.° Missão de exploradores à terra de Canaã, sedição na volta, 13; 14. — 4.° Leis diversas, 15. — 5.° Revolta de Datan, Coré e Abiron, 16; 17. — 6.° Prescrições diversas, 18; 19. TERCEIRA PARTE Acontecimentos dados e leis promulgadas durante os dez primeiros meses do quadragésimo ano do Êxodo, 20-25: 1.° Chegada ao deserto de Sin; morte de Maria em Cades, e de Aarão, no monte Hor, 20. — 2.° Vitória alcançada sôbre o rei cananeu Arad; as serpentes; guerra contra Seon, e contra Og, 21. — 3.° Balaam e suas profecias, 22-24. — 4.° Idolatria dos israelitas e seu castigo, 25. — 5.° Novo recenseamento do povo para a divisão da Terra Prometida, 26. — 6.° Filhas de Salfaad, 27, 1-11. — 7.° Josué indicado como sucessor de Moisés, 27, 12-23. — 8.° Festas e votos, 28-30. — 9.° Vitória sôbre os madianitas, 31. — 10.° Estabelecimento de Rúben, de Gad e da tribo de Manasses, 32. — 11.° Acampamento dos israelitas; limites da Terra Prometida, 33-34. — 12.° Cidades levíticas e cidades de refúgio, 35. — 13.° Prescrições para o casamento das herdeiras, 36.
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