Capítulo 15
1No sétimo ano farás a remissão,
2a qual se deve fazer desta maneira: Aquêle a quem seu amigo, ou seu próximo, ou seu irmão devér alguma;. coisa, não a poderá exigir, porque é o ano da remissão do Senhor,[1]NÃO A PODERÁ EXIGIR — Como no ano sabático a terra não era cultivada, ficavam os hebreus privados dos recursos que poderiam auferir nos outros anos. Sendo assim era muito justo não se lhes exigir o pagamento das suas dívidas naquele ano.
3Poderás exigi-la do peregrino e do estrangeiro: mas não terás direito de a repetir dos teus compatriotas nem dos teus propínquos.
4E absolutamente não haverá entre vós pobre al gum nem mendigo: para que o Senhor teu Deus te aben çoe' na terra, de que êle está para te dar a posse.[2]NÃO HAVERÁ ENTRE VÓS POBRE ALGUM — Não se trata aqui duma promessa, o que estaria em contradição com o versículo 11. Estas palavras têm a fôrça duma proibição e devem entender-se assim: “ Tu não exigirás dos teus concidadãos, durante o ano sabático, pagamentos que os reduzam fatalmente à indigên cia e mendicidade.”
5Bem entendido que se ouvires a voz do Senhor teu Detis, e guardares tudo o que êle te mandou, e o que eu hoje te prescreyo, te abençoará, como prometeu.
6Tu emprestarás a muitos povos, e de ninguém receberás empréstimos. Tu dominarás sôbre muitas na ções, e. a ti nenhuma te dominará.[3]TU EMPRESTARAS A MUITOS POVOS — Moisés não autoriza por estas palavras a usura, mas sim o empréstimo com um interésse razoável a respeito dos estrangeiros. Ao mesmo tempo promete aos hebreus a prosperidade e o domínio sôbre muitas na ções. Neste versículo há duas partes paralelas.
7Sé estando tu no país, que o Senhor teu Deus te há de.dar, cair em pobreza um dos teus irmãos, que moram dentro da tua cidade, não endurecerás o teu co ração, nem cerrarás a tua mão,
8mas abri-la-ás para o pobre, e lhe emprestarás o que vires que êle há mister.
9Guarda-te, não te deixes surpreender de ímpio pensamento, e digas lá no teu coração: Está próximo o sétimo ano da remissão; e apartes os teus olhos de teu pobre irmão, não lhe querendo emprestar o que êle te pede: não suceda que êle clame contra ti ao Senhor, e isto te seja imputado a pecado.
10Mas lho darás: e não usarás de destreza algu ma em o socorrer nas suas necessidades: para que o Se nhor teu Deus te abençoe em todo o tempo, e em tôdas as coisas em que meteres a mão.
11Não faltarão pobres na terra que hás de habitar: por isso eu te ordeno, que abras a mão para teu irmão ne cessitado e pobre, que vive contigo no mesmo país.
12Quando te fôr vendido um teu irmão hebreu ou hebréia, e, te tiverem servido seis anos, no sétimo ano tu os deixarás ir livres:
13e não deixarás ir com as mãos vazias aquele a quem deres a liberdade:
14Mas far-lhe-ás o alforje para o caminho dos teus rebanhos, e da tua eira, e do teu lugar, nos quais bens o Senhor teu Deus te tiver abençoado.
15Lembra-te que também tu fôste escravo na ter ra do Egito, e que o Senhor teu Deus te libertou, e por isso eu te ordeno agora êste preceito.
16Porém se o teu servo te disser: Eu não quero sair: porque êle te ama a ti, e à tua casa, e julga que lhe vai bem estar contigo:
17Pegarás numa sovela, e furar-lhe-ás a orelha à*porta da tua casa, e êle te servirá para sempre: o mes mo farás à tua escrava.
18Não apartes dêles os teus olhos, quando os des pedires livres: porque êles te serviram seis anos, como te teria servido um mercenário; para que o Senhor teu Deus te abençoe em tôdas as coisas que fazes.
19Consagrarás ao Senhor teu Deus todos os ma chos dentre os primogénitos das tuas vacas e das tuas ovelhas. Não trabalharás com o primogénito d a. vaca, nem tosquiarás os primogénitos das ovelhas.
20Mas comê-los-ás cada ano na presença do Se nhor teu Deus, tu e a tua casa no lugar, que o Senhor escolher.
21Se o primogénito tiver algum defeito, ou se fôr côxo, ou cego, ou se tiver alguma deformidade ou debili dade em qualquer parte do corpo, não será imolado ao Senhor teu Deus:
22Mas comê-lo-ás das portas para dentro da tua cidade: o limpo e o imundo comerão dêle indiferente mente como duma corça, ou dum veado.
23Terás somente a cautela de não lhe comeres o sangue, mas derramá-lo-ás pela terra como água.[4]COMO ACUA — Isto é, sem valor.